Honda Fit: Melhorando o que já é bom

Honda-New-Fit-Brasil-2009

Quando o novo Fit foi mostrado pela primeira vez, olhei as imagens com desconfiança e pensei: por que mudar tanto um carro que já é tão bom? Pelo visto a Honda conseguiu o que muitas vezes parece impossível: melhorar o que já é muito bom!

O atual Fit tem ótimo espaço interno, bom porta-malas, excepcional modularidade interna, bons motores (o 1.4 é um pouco fraco, mas com excelente média de consumo e 1.5 é ótimo em desempenho e consumo), além de dar pouca manutenção e de ser fácil e agradável de dirigir – especialmente na cidade. Faltava ao modelo apenas um acabamento mais luxuoso e mais itens tecnológicos, como CD Player com MP3, bluetooth para celular, entrada USB, comandos de rádio no volante e mais algumas coisas.

Agora, com a nova versão, os pontos positivos parecem estar ainda melhores; e, os negativos, corrigidos. Em relação ao espaço, vale comparar o tamanho do atual com o do New Fit: de 2,45 m foi para 2,50 m de entre-eixos; no comprimento, de 3,83 m para 3,90 m; na largura, de 1,69 m para 1,71 m; e na altura, de 1,43 m para 1,53 m. Na prática, o espaço interno para os ocupante aumentou, assim como a capacidade do porta-malas.

Em relação aos motores, o 1.4 flex, que era considerado um pouco fraco (principalmente na estrada), ficou bem mais forte, com um ganho de potência significativo: 21,6 %. Ele agora desenvolve 100 cv com gasolina e 101 cv com álcool .O torque com qualquer combustível é o mesmo: 13 kgfm. Já o propulsor 1.5 teve um ganho de potência mais discreto, mas nem por isso pouco significativo. Os 105 cv subiram para 115 cv com gasolina e 116 cv com álcool – torque de 14,8 kgfm. Só para efeito de comparação, o Golf GT, equipado com a motorização 2.0 flex, tem 116 cv com gasolina e 120 cv com álcool.

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Uma pena mesmo o ótimo câmbio CVT dar adeus ao Fit, como eu adiantei aqui no De 0 a 100 no dia 12 de setembro. Me parece que a Honda justificou o abandono de transmissão depois de clínicas realizadas com consumidores, que apontaram que o câmbio tradicional de cinco marchas proporciona melhor desempenho. Isso pode até ser verdade, mas o “conflito” entre “patente da caixa CVT e motor flex” deve ter sido o verdadeiro fiel da balança para a mudança. Pelo menos, com o novo câmbio automático de cinco marchas, é possível ter paddle-shift (borboletas) atrás do volante para trocas de marcha (na versão 1.5 EXL).

Vale ainda comentar sobre os equipamentos. Todas as versões do Fit (1.4 LX e LXL; e 1.5 EX e EXL – essa última é nova) são equipadas, de série, com airbag duplo, direção eletricamente assistida, apoio de cabeça e cinto de segurança de três pontos para todos os ocupantes. As versões LX, EX e EXL são equipadas com freios a disco nas quatro rodas, ABS e EBD. Já a de entrada LX tem os tradicionais freios dianteiros a disco e traseiros a tambor.

A respeito do visual, gostei das mudanças. Eu não achava o Fit feio, mas também não o considerava um primor de estética. Continuo com a mesma opinião em relação ao New Fit, mas acrescento que o modelo ficou com estilo mais moderno.

Os preços ainda não foram divulgados pela Honda, mas acredito que o New Fit tenha um aumento de até 5,5% em relação ao atual. Seria legal se os preços ficassem os mesmos. O que também poderia continuar é a ótima média de consumo – ou até mesmo melhorasse. O Fit LXL 1.4 a gasolina fez, na cidade, 11,5 km/l; e, na estrada, 17,5 km/l. Cheguei a fazer uma vez 21 km/l com ele na estrada. Já o 1.5 faz 12 km/l na cidade e 16,5 km/l na estrada.

Fotos: Caio Mattos/Honda/Divulgação – 24/10/08

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