Motivo para celebrar?

O Brasil passou os Estados Unidos e se tornou o quinto maior produtor de carros do mundo, segundo números da OICA – Organisation Internationale des Constructers dAutomobiles. Mas não sei se acho isso bom ou ruim.

Quando li a notícia, pensei logo que ela era muito boa. E realmente é, já que o Brasil pode exportar cada vez mais veículos pelo mundo, ganhando, assim, mais importância e prestígio no mercado mundial. Isso acaba fazendo a indústria nacional gerar mais empregos, o que é muito bom para a economia e para a população, que consegue, entre outras coisas, comprar mais carros.

Mais aí mora o problema. Produzindo e comprando mais significa que teremos mais carros nas ruas. Como o país não tem uma política de renovação da frota e as cidades não foram feitas para comportar tantos veículos, as ruas e avenidas ficarão lotadas, piorando consideravelmente o já péssimo trânsito dos grandes centros urbanos. Achar uma vaga será difícil; fazer um curto ou longo deslocamento vai gastar ainda mais tempo; sem contar o aumento da poluição.

Vejam abaixo os 20 maiores produtores de carros do mundo. Lembrando que os números não incluem os comerciais leves.

1º. China – 10.383.831
2º. Japão – 6.862.161
3º. Alemanha – 4.964.523
4º. Coreia do Sul – 3.158.417
5º. Brasil – 2.576.628
6º. EUA – 2.249.061
7º. Índia – 2.166.238
8º. França – 1.821.734
9º. Espanha – 1.812.688
10º. Reino Unido – 999.460
11º. República Checa – 967.760
12º. México – 939.469
13º. Canadá – 822.363
14º. Polônia – 819.000
15º. Irã – 692.230
16º. Itália – 661.100
17º. Rússia – 595.839
18º. Turquia – 510.931
19º. Bélgica – 510.300
20º. Tailândia – 305.250

Acho importante o Brasil produzir cada vez mais carros. Mas, mais uma vez, defendo a renovação da frota brasileira. Chega de veículos velhos, pouco seguros e extremamente poluentes nas ruas.

Comentários (6)

  1. Não importa QUANTOS CARROS estamos produzindo, mas QUE CARROS estamos produzindo. Um monte de carroças, infelizmente. A Era Pré-Collor está de volta. E mais: do que adianta ser o quinto maior produtor se os lucros são remetidos pra fora do país? Quando teremos nossa própria indústria automobilística? Quantos Senhores Gurgel ainda vamos matar?

  2. Se aumenta o número de carros nas ruas, as mesmas deviam ser alargadas. Faltam vagas? Construam-se estacionamentos e garagens. O povo brasileiro, e especialmente o belorizontino, tem que abandonar a mentalidade atrasada de que carro é privilégio e por isso deve ser sobretaxado, e de que quem dirige merece padecer em congestionamentos por puro despeito ou masoquismo. Ouro Preto se tornou inviável como capital, e Belo Horizonte segue pelo mesmo caminho: sem um bom metrô que compita de igual para igual com o carro em termos de conveniência e conforto, não adianta a prefeitura tentar “tapar o sol com uma peneira” renomeando ônibus “bus rapid transit”, continua sendo uma porcaria. É muito bom que aumente o número de carros, e que mais gente, inclusive de classes menos abastadas, tenha acesso a eles. É um passo na direção de se tornarem cidadãos mais exigentes e não gado a ser transportado passivamente de um lado para o outro.

  3. O Alexandre foi feliz no seu comentário, nossas montadoras produzem muitas carroças (exceto Toyota e Honda), com qualidade duvidosa e lucrosa exorbitantes.

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