Papai Noel deveria pedir um Volvo XC60 de natal

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Foram 1.116 km de pura diversão, com muita segurança e conforto. Assim posso definir o meu presente de natal adiantado, que foi passar cinco dias com o Volvo XC60 Top (2008/2009). Até o Papai Noel gostaria de ganhar um de natal. Tudo começou com o concurso cultural da marca para celebrar a eleição do modelo como a Melhor Compra do Ano de 2010 na categoria Utilitários Esportivos de Luxo pela revista Quatro Rodas.

O De 0 a 100 entrou na ação ajudando na divulgação do concurso e revelando, em primeira mão, quem seria o ganhador. Também fui o encarregado de levar o vencedor, André Bochiniac, para curtir e gastar os R$ 1.000 de prêmio que ele ganhou.

Usei os deslocamentos com o vencedor para testar o XC60 em perímetro urbano. Em São Paulo, onde as ruas são cópias fiéis da superfície da Lua, o Volvo XC60 não enfrentou nenhuma dificuldade. Em todos os lugares onde fui com o carro, ele ignorou os buracos, valas e quebra-molas, sempre mantendo o conforto para os ocupantes. Por ter pneus com perfil mais fino (18”), foi possível sentir no volante alguns dos buracos, mas nada que incomode – embora a sensação fosse péssima.

Nas históricas cidades de São João Del Rei e Tiradentes, em Minas Gerais, o XC60 não se importou com o piso pouco apropriado para automóveis. Mas acho que o Volvo se sentiu um “estranho no ninho”, já que seu visual moderno contrastou muito com as belas e antigas edificações da paisagem.

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Ainda na cidade, mas de volta a São Paulo, nos shoppings, o XC60 não foi dos mais tranquilos para entrar nas vagas. Na verdade, estacionar foi realmente muito fácil, ainda mais com o auxilio da câmera de ré (com tela no painel), um acessório vendido na concessionária, e dos sensores de aproximação dianteiro e traseiro. O problema é a largura do modelo, 1,891 m, que faz com que ele fique próximo demais dos veículos ao lado, me deixando preocupado com “portadas inesperadas”.

Falando na largura, o XC60 mede 4,628 m de comprimento, 1,672 m de altura e 2,774 m de distância entre-eixos. Os números aparentemente generosos não resultaram num amplo espaço interno, especialmente para os passageiros do banco traseiro. Além do André Bochiniac, mais 11 pessoas (todas mais baixas do que eu, com alturas variando entre 1,65 m e 1,90 m) ficaram decepcionadas com o espaço atrás. Pelo menos o porta-malas tem boa capacidade, com 495 litros.

Para o motorista, a posição de guiar é excelente, já que o modelo conta com ajustes de altura e profundidade na coluna de direção e altura e lombar do banco. Embora fique alto, o motorista, em muitos momentos, perde a sensação de estar a bordo de um crossover, lembrando bastante a condução de um veículo de passeio normal.

Canhão
Essa sensação torna a condução do XC60 algo muito fácil e agradável. Mas a diversão vem mesmo do motor seis cilindros em linha, 3.0, turbo, que desenvolve 285 cv de potência (a 5.600 rpm) e 40,8 kgfm de torque (já a 1.500 rpm)! É só pisar no acelerador que a resposta é imediata. Com uma acústica excelente, praticamente não é possível ouvir o belo “tsss” do turbo quando os vidros e o teto solar estão fechados. Mas basta abrir algum deles para que a “sinfonia” tome conta da cabine.

O modelo não seria tão divertido se não fosse o seu excelente câmbio automático sequencial de seis marchas. Com trocas rápidas e precisas, a transmissão consegue aproveitar bem a força e elasticidade do motor. Confesso que nem senti falta de um câmbio manual para “sentir” o carro.

Outro aspecto admirável do XC60 é a sua estabilidade. A suspensão é firme e bem acertada. Mas a tração nas quatro rodas permanente (AWD) fez toda a diferença. Na rodovia Fernão Dias (BR 381), que liga São Paulo a Belo Horizonte, praticamente não foi preciso desligar o piloto automático nas curvas, com velocidade fixa de 110 km/h (limite da via).

Outro ponto que chamou a minha atenção foi o respeito (ou curiosidade) dos outros motoristas em relação ao XC60. Quase todos os carros davam passagem para que eu seguisse viagem (na estrada ou na cidade). Outros (pouquíssimos) motoristas subestimaram o XC60, o que foi uma surpresa, embora não fosse algo inédito pra mim, já que o meu carro, que vai ganhar um post aqui em janeiro, é subestimado constantemente na estrada.

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Quando digo ser subestimado, falo em relação a desempenho na estrada. Numa subida, em pista dupla, com um caminhão na minha frente, fazendo uma ultrapassagem, um Volkswagen Apollo piscou farol para que eu saísse da frente dele (como se ele pudesse passar, em seguida, por dentro do caminhão). Confesso que o Apollo deve estar até agora procurando o XC60, provavelmente com um binóculo ou um satélite (mais provável).

Mas donos de um Toyota Corolla Altis (2.0), uma picape Nissan Frontier, um Citroën C4 Pallas e até de um Fiat Mille deveriam ter mais paciência e inteligência ao tentar ultrapassar um veículo de 285 cv num momento de retomada de velocidade, como aconteceu diversas vezes ao ficarmos atrás de caminhões. Esses quatro veículos me ultrapassaram, pois estavam acima da velocidade máxima da via, mas todos demoraram um tempo interessante para isso já que, para o XC60, chegar de 50 km/h a 110 km/h é algo muito rápido, que prega o motorista no banco.

Segundo dados de fábrica, o Volvo precisa de apenas 7,5 segundos para ser acelerado de 0 a 100 km/h e atinge velocidade máxima de 210 km/h (limitada eletronicamente).

Conforto e segurança
Desde a linha 2008/2009, ano e modelo do carro testado, o XC60 Top vem muito bem equipado de série, com bancos revestidos em couro, bancos dianteiros com ajustes elétricos, chave com “keyless” sensor de aproximação (que permite abrir as portas do veículo apenas se aproximando dele com a chave no bolso, por exemplo), ar-condicionado digital automático de duas zonas (motorista e passageiro), saída de ar-condicionado para os passageiros do banco traseiro, teto solar panorâmico, sistema de som com comandos no volante, entrada USB, leitor de arquivos em MP3/WMA e conexão bluetooth para celular.

E não custa lembrar que o XC60 é um Volvo, ou seja, vem repleto de itens de segurança, como a tração integral AWD com Instant Traction (que alterna a força das rodas da frente para as de trás sob demanda), sistema de informação do ponto cego (Blis), freios ABS com EBD (distribuição eletrônica da frenagem), airbags para motorista e passageiro, airbags laterais e do tipo cortina, pré-tensionadores nos cintos, sistema de travamento em descidas, controle anticapotamento, entre outros itens. O Volvo XC60 tem ainda o City Safety, que freia o carro sozinho na iminência de uma batida a até 30 km/h (a maioria das colisões urbanas é dessa velocidade para baixo).

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Para um carro de 1.843 kg, equipado com motor de seis cilindros e câmbio automático, o consumo foi dentro do esperado. Na cidade, média de 6,5 km/l. Na estrada, Fernão Dias (BR 381 – pista dupla), a 110 km/h, média de 8,6 km/l. Na BR 265, a 80 km/h, média de 9,2 km/l (média combinada de 8,9 km/l na estrada). O ar-condicionado estava ligado o tempo todo.

Na mal sinalizada e relativamente esburacada BR 265, com pista simples e quase sem acostamento, o XC60 mostrou mais uma de suas qualidades. Dirigindo a noite, os faróis bixenônio direcionais fizeram toda a diferença para uma condução tranquila e segura.

Linha 2011
Mesmo não sendo um carro acessível para muitas pessoas, pude entender perfeitamente porque o XC60 é o carro mais vendido da história da Volvo no Brasil. O veículo tem muitas qualidades e, para a categoria, tem uma relação custo/benefício bem interessante.

Na linha 2011, o XC60 recebeu melhorias no motor, ganhando 19 cv (304 cv), e, segundo a Volvo, ficando mais econômico. O XC60 Comfort tem preço sugerido de R$ 139.290; o Dynamic vale R$ 150.890; o Top (carro testado, mas não o 2011) custa sugeridos R$ 167.290; enquanto o R-Design pode ser encontrado por R$ 183.290.

Boa ação
O ganhador André Bochiniac visitou duas lojas para gastar o seu prêmio. Uma delas foi o Bazar do Lar Escola São Francisco, em São Paulo. O Lar recebe doações de tudo que pudermos imaginar, como roupas, móveis, câmeras fotográficas, eletrodomésticos, quadros e muitas outras coisas. No Bazar, estes itens viram produtos e são vendidos por preços bem atraentes.

Toda renda é revestida pelo Lar Escola São Francisco, um Centro de Reabilitação Médica que atende pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida, de qualquer idade. Então, além de curtir o dia de compras, o André também ajudou o Lar Escola São Francisco. Mais informações sobre o Lar no www.lesf.org.br.

Fotos: Renato Parizzi

Comentários (8)

  1. Parizzi, até que enfim achei o motivo do porque o Focus sedã não vende, se acontece no hatch deve acontecer no sedã leia o relato abaixo:
    ———————————-
    Tenho um Ford Focus Hatch modelo 2009 e recentemente tive um problema bem desagradável com uma infiltração de água pela canaleta do parabrisa no lado do passageiro (muita água). O carro em si não demonstrava nenhum defeito aparente e o carro não tinha nenhum mal uso, como batida e etc.
    Na pressa levei o carro na concessionária mais próxima e acabei descobrindo que esse é um problema bem conhecido e comum em Ford Focus, acabei tendo que gastar R$800,00 na reparação e ficar 3 dias sem o carro. Indignado, procuro na internet casos parecidos ao meu e encontro várias reclamações iguais. Entendo claramente que uma amostra tão grande de carros com infiltração de água no mesmo lugar e com tão pouco tempo de uso demonstram um defeito de fabricação. Liguei no SAC da Ford é uma moça muita educada culminou dizendo que a Ford não faz reembolso e não tem recall para esse problema conhecido. (o numero do protoloco é o 4829471). Ou seja, que o problema é meu por ter comprado um Ford.
    Entendo que a única forma de resolver isso é entrar com um processo no juizado de pequenas causas e nunca mais comprar um carro Ford. Recomendo o mesmo para os demais que estão passando por algo parecido. Provavelmente a dor de cabeça e a perda de tempo sejam mais caros que os já perdidos R$800,00, mas enquanto não exigimos nossos direitos a indústria nunca respeitará o consumidor. Att, Jose Molitor.
    FONTE: RECLAMEAQUI.

  2. Esse carro é apaixonante!!! Além de toda tecnologia e segurança Volvo, ele tem um motor que é coisa do outro mundo. O motor realmente sobra. Acelera de 120 a 200 km/h na subida com uma facilidade incrível.
    Corolla ? C4? Ele deixa pra trás é Jetta, Civic Si, Camry V6, Fusion V6…
    E contorna as curvas com uma precisão incrível. É lindo!

    E pensar que custa menos que uma Hillux SW4…. pois é….

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