Impressões – Peugeot 307, um francês de qualidade (2ª parte)

No post de hoje publico mais uma vez as Impressões do Pedro sobre o seu Peugeot 307. Digo mais uma vez porque o carro já tinha aparecido aqui no De 0 a 100 quando estava com quase 70.000 km rodados. Hoje, beirando os 90.000 km, o Pedro nos manda os detalhes do seu veículo!

Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!), o Hugo Leite, o Pedro, o Piauí Jr., o Renato Dantas, o Mário Cesar, o Mário Cesar (de novo!), o Renato Dantas (de novo!), o Joathan (de novo!), o José Barbosa Júnior, o Jefferson de Oliveira, eu mesmo (Volvo XC60 e Astra), o Leonardo Vilela, o Mário César (mais uma vez!) e o Pedro (de novo!), basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.

Peugeot 307

Meu Peugeot 307 06/07, com mais 1 ou 2 meses, vai atingir a casa dos 90 mil Km. Sendo assim, vou compartilhar o que eu e meu pai aprendemos tendo este modelo e um carro automático pela primeira vez. Em alguns momentos utilizarei um Golf 2.0 Comfortline, que tivemos antes do 307, como parâmetro de comparação, pois ele atingiu quilometragem semelhante.

Pontuo abaixo os aspectos mais importantes

Manutenção: nunca deu problema. O carro nunca falhou e nunca deixou minha família a pé. Só fizemos trocas de componentes de desgaste natural e o custo não difere muito dos concorrentes diretos. Ainda não fiz a substituição de alguns itens (óleo do câmbio e coxim do caixa) que deveriam ser trocados, pelo fato do carro estar funcionando normalmente, além de que vou adquirir outro veículo. Destaco o fato do 307 ser automático, o que contribui para o aumento da durabilidade de algumas partes do carro, como o motor, além do próprio câmbio automático ser mais robusto / durável que uma transmissão manual.

Parte elétrica: sensor de chuva, crepuscular e de qualidade do ar, computador de bordo, vidros, teto solar, entre outros itens, todos funcionando perfeitamente e sem nunca terem dado manutenção. O sensor de estacionamento, porém, está um pouco impreciso. Vou levar para atualização que adiciona um gráfico.

Motor: continua com comportamento exemplar; não emite ruídos estranhos. É mais silencioso que muito motor de carro 0 Km. Entrega bastante torque em baixa e alta rotações. E é mais econômico do que há 50 mil km atrás (8,4 Km / L no meu uso praticamente dentro da cidade, conforme a imagem abaixo). Inclusive, pela média dos usuários do Clube Peugeot, o automático é mais econômico que o manual na estrada. Quanto à manutenção, substituo as velas e óleo / filtros regularmente. A correia dentada, com tensor e rolamento, foram trocados aos 84 mil Km. Nunca fiz limpeza de bicos injetores. Destaco o fato de sempre ter colocado gasolina aditivada no veículo.

Câmbio: continua bom na cidade e estrada. O fato de não termos trocado o óleo e o coxim da caixa faz com que as trocas sejam perceptíveis da segunda para a terceira marcha em algumas situações, mas menos perceptível que um carro manual. No semáforo e em Drive, ele vibra um pouco por causa do coxim já desgastado (que deveria ser substituído, mas ainda não troquei pelo motivo de estar para trocar de carro).

A Peugeot alega que o óleo é vitalício, mas eu não confio nesta informação (por notar diferença no comportamento entre o óleo quente e frio, algo que não ocorria antes). O óleo deve ser substituído de forma preventiva de 50 em 50 mil km. O serviço completo na caixa fica por volta de R$1 mil. Este é um item que merece atenção, porque se houver algum problema, a despesa será grande.

Ainda aprendi a maneira correta de desligar um carro automático. Antes eu colocava o câmbio em “P”, puxava o freio de mão e soltava o pedal do freio (isto pode danificar a trava do câmbio na posição “P”). O procedimento correto é: colocar a alavanca em “N”, puxar o freio de estacionamento, soltar os freios; depois que o carro “assentar”, pressionar novamente o freio, colocar a alavanca em “P” e, por fim, soltar mais uma vez o pedal do freio.

Suspensão: continua grudado no chão. Por característica, o Peugeot é mais duro. As buchas de suspensão, bandejas, bieletas, braços e afins são todos originais. O desgaste está dentro do esperado, pois o carro já rodou muito em estradas / ruas esburacadas e carregado. Trocamos os amortecedores aos 70 mil km. Alguns outros componentes, aos 90 mil, também precisarão ser trocados.

Freios: sempre muito eficientes. Os discos dianteiros precisarão ser substituídos, uma vez que estão desgastados. Imagino ser normal, porque eu / meu pai sempre freamos forte. E o carro rodou bastante em estradas, às vezes muito carregado, então é aceitável considerando a quilometragem.

Acabamento / materiais internos: continua com ótima aparência. Apresenta poucos pontos de vibração e desgaste. O volante de couro está como novo, idem aos bancos. As pedaleiras em alumínio e cromados internos estão muito conservados.

Acabamento da pintura / externo: o pára-choque dianteiro está bem ruim. Culpa das pedradas nas estradas. Entretanto, o resto está muito bom. O plástico do farol dianteiro amarelou um pouco. O traseiro, porém, está com aparência de 0 Km. Uma das portas traseiras está fazendo um barulhinho na dobradiça na hora de fechar.

Considerações

Afirmo que a desconfiança sobre alguns franceses não é válida para este Peugeot. O 307 em específico é um carro confiável, confortável, de baixa manutenção (desde que bem cuidado) e o câmbio automático é um item quase obrigatório nos meus próximos veículos. Antes dele ser passado para mim, por um tempo meu pai rodava de 2 a 4 mil km por mês sem o veículo reclamar.

Quanto à suspensão, não existem problemas de ruídos desde que com a manutenção em dia. Existe uma dureza característica do 307, às vezes não percebida por certos jornalistas. Prova disso são os componentes originais do meu carro aos 90 mil Km e que, naturalmente, já exibem desgaste e exigem uma futura troca. No entanto, outros carros da categoria, com quilometragem e uso semelhantes ao meu, estariam em situação parecida. Vejam o item seguinte.

Comparando com o Golf

O 307 nos deixou mais tranquilo quanto a manutenção em geral. Aos 90 mil o Golf apresentava / aparentava mais desgaste e já tinha trocados: alternador, silenciador, compressor do ar-condicionado e uma máquina / cabo do vidro elétrico. O preço da maioria das peças na Peugeot caiu bastante, mas ainda existem algumas caras, como o litro do óleo para a transmissão automática ou das palhetas do limpador. Entretanto, comparado ao Golf, o Peugeot deu menos manutenção e, consequentemente, o custo para mantê-lo foi menor.

O atendimento nas concessionárias eu considero bom e o preço das revisões é compatível com o da concorrência (vejam no site da montadora). Considero o 307 um carro superior ao Golf em quase todos aspectos.

Espero ter contribuído com algo neste relato sobre o bom francês.

Opinião do blogueiro

Como eu disse nas outras impressões do Pedro, não tem muita coisa que eu possa adicionar nas Impressões do Pedro. Continuo ainda considerando o 307 um dos melhores modelos da Peugeot no Brasil atualmente, juntamente com o 408 e até 3008. Mas a marca francesa precisa, o quanto antes, lançar o 308, para voltar a ter um “player” que possa disputar a liderança do segmento.

Fotos: Pedro Fialho/Arquivo pessoal

Comentários (24)

  1. Pelo histórico parece um excelente carro frente ao velho VW GOLF 4,5. Manutenção VW é cara, e pelo visto o VW lhe deu trabalho.

    E aí já descidiu o sucessor. Ou vai esperar o 308!?

  2. CONCORDO E ATÉ ACHO QUE O CARRO SEJE BOM,O MAIOR PROBLEMA É “SAIR” DELE OU SEJA A REVENDA AINDA MAIS COM ESTÁ KM.EU PARTICULARMENTE NÃO ACHO MUITO POIS RODO ATÉ MAIS COM UM MESMO CARRO MAS O BRASILEIRO NÃO,ADORA SER ENGANADO E VER KM BAIXA NO HODOMETRO.

    Marcus Quintanilha

  3. Foi sim. Felizmente não tive nenhuma dor de cabeça com ele. Agora, aos 90 mil, eu teria que mexer em bastante coisa pra ele continuar, digamos, “zerado”.

    Preferi trocar o veículo! Carro com km muito alta fica mais difícil de vender.

  4. ENTÃO PEDRO,AÍ VOCE COMPRA UM NOVO A CONCESSIONÁRIA REPASSA ‘A UMA LOJA DE SEMINOVOS E O HODOMETRO É VIOLADO P/ 60milKms.PURO PRECONCEITO SE COM 90mil TIVER TUDO OK BELEZA!!

    Marcus Quintanilha

  5. pelas qualidades apersentados pelo Pedro sobre seu “carro” o 307 com quase 90.000km, jamais venderia esta jóia fazia uma rigorosa reforma que com certeza duraria mais 90.000km ou quiçá quebraria o recorde do Volvo do um americano que rodou mais de 2.000.000km direto sem quebra ou retífica de motor.

  6. Boa noite, Pedro.
    Moro em Vila Velha-ES e vi que vc conhece a Capital, penso em adquirir um Pegeout 307, pois sempre achei o carro muito bonito e penso em ficar com ele muitos anos, tipo uns 5 anos, me aconselharia a pegar um? Penso pegar um de 2009 pra cá, um 2010 por exemplo, algo em torno de 30mil km rodados, por uns 35 mil reais, acha que compensaria?

    Valeu cara, Douglas

  7. Oi Douglas!

    Acho que compensa sim, caso você não se importe com o 308, o novo modelo da Peugeot que substituiu o 307.

    Para quem busca um usado é uma ótima opção, pois é possível encontrar um 307 bem conservado a preço de carro 1.0.

    Quanto à mecânica, por ele compartilhar quase tudo com o 308, você provavelmente não terá problemas.

    Fique atento se for olhar o 2.0 automático, pois já vi algumas reclamações de problemas na transmissão. Veja se está com as revisões em dia e, de preferência, feitas na concessionária.

    O 307 tornou-se um carro de baixa manutenção e seu seguro é barato. Se encontrar um modelo que te agrade, leve um mecânico de confiança para avaliá-lo. Estando tudo Ok, pode comprar que não vai se arrepender. Hoje tenho o modelo 1.6 e não tenho do que reclamar. São poucas as coisas no carro que você poderia exigir que fosse melhor.

    E conheço e adoro Vitória…

    Abraço,

    Pedro

  8. Olá,

    No computador de bordo é possível alterar a unidade. Dê uma mexidinha nas opções do CB que você acha fácil. De cabeça não lembro o procedimento… mas se você não achar, posso ver no carro e passar para você.

    Um abraço!

  9. Pedro!
    Como faco para regular o meu computador de bordo?
    Ele so me da o dia,mes e ano. Alem da temp.
    A luz do oleo e da bateria nao acendem no quadro.
    O meu peugeot e um 307 manual ano 2009.

    Vc pode me informar como eu posso regular o computador de bordo?

  10. Oi pessoal,

    alguém poderia me responder como faço para mexer no computador de bordo? Tenho um 307 Griffe 2007…
    Comprei a pouco tempo e ainda não sei alterar as informações como: data, hora…estou sem manual.

    Obrigada

  11. Boa Noite Pessoal!

    Tenho um Peugeot 307 1.6 2011, gostaria de saber com quantos KMS eu tenho que trocar a correia dentada.
    Aguardo respostas.

    Obrigado!

    BoaNoite!!

    • Troquei a correia do meu com 80 mil, mas é aconselhável trocar com uns 60mil.
      Se for automático é bom trocar o óleo do câmbio também.
      Dica: comprei o kit correria dentada completo por uns R$100 no aliexpress ( o dólar estava por volta dos R$2,5 na época), veja se vale a pena fazer o mesmo. Comprei da marca INA que é muito boa.
      As eletroválvulas também comprei no aliexpress por 25 dólares cada. O óleo atf pentosin comprei no mercado livre por R$60/ litro.

  12. Buenas pessoal, gostaria da opinião de vocês.

    To na dúvida, se opto por um Honda New Civic EXS 2007 ou um Peugeot 307.

    Os Civic’s que tenho encontrado por ai, estão na faixa dos 35 – 40 mil reais, e com uma Quilometragem relativamente alta, na casa dos 100mil.
    Encontrei aqui na minha região três Peugeot’s 307, modelo Griffe
    – 2009 com a Km em 30700 – R$ 33900,00;
    – 2007 com a Km em 42000 – Não me informei o preço;
    – 2008 com a Km em 62000 – R$ 24900,00;

    Diante disto, gostaria da opinião de vocês, se ainda sim ta valendo umas das opções do 307, ou ainda sim, mantenho a preferencia pelo Civic.

    Grato.

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