Honda Fit é eleito o melhor monovolume até R$ 60 mil do Brasil!

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Honda/Divulgação

A aposentadoria da dupla Zafira e Meriva, e a chegada do “belo” Spin, me levaram a perguntar no De 0 a 100, durante uma semana, “Qual é o melhor monovolume do Brasil até R$ 60 mil?”. Com a participação recorde dos internautas (obrigado a todos!) e, como eu esperava, venceu o Honda Fit.

O modelo japonês recebeu o meu voto. Considero os concorrentes bons carros, mas o Fit é o superior na maioria dos quesitos que levo em consideração na hora de avaliar um veículo. E, pelo visto, a maioria dos participantes concorda comigo.

O Fit é um carro relativamente pequeno por fora, com espaço interno interessante, bom porta-malas e que conta com dois trunfos imbatíveis no momento: a versatilidade dos bancos e a mecânica confiável Honda. Entre os defeitos, cito o altíssimo preço cobrado por todas as versões e o consumo de combustível, que era referência quando o modelo foi lançado no Brasil. Uma pena este dois aspectos, já que o Honda Fit tinha tudo para ser o carro definitivo.

Recebi alguns e-mails de internautas falando sobre a enquete. Selecionei dois depoimentos de pessoas defendendo porque o Fit é o melhor carro:

“Eu tinha um Fit LX 1.4 antigo que me deu só alegrias. Nunca tive nenhum problema com o carro – absolutamente nada! E o consumo era excelente: 13 km/l na cidade. … Com 130.000 km rodados, resolvi vendê-lo e comprei um Nissan Livina 1.8 automático por causa da diferença de preço em relação a um Fit 0 km. Gostei do carro, mas o troquei com menos de 10.000 km rodados por um New Fit por causa do acabamento inferior e do banco do motorista muito desconfortável. … Acabei  escolhendo o Fit 1.4 porque a Honda ‘chuta o balde’ com os preços da versão 1.5. Mesmo bem mais caro que os concorrentes, o Fit vale a pena.”– Lucas Souza

“O Fit é um carro que agrada todos da minha família: a minha esposa pelo tamanho; a mim pela versatilidade; e as crianças pelo conforto. Até o cachorro e a sogra gostam dele.” – Henrique Luis (casado, pais de duas meninas e dono de em cachorro)

Pedi para a Honda definir o Fit oficialmente em algumas linhas. Infelizmente, a marca não me respondeu, mesmo depois de 3 contatos em datas diferentes. Até adiei a publicação deste post, mas de nada adiantou. Lamentável…

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Chevrolet/Divulgação

Enquete
A “união” entre Zafira e Meriva deu forças extras ao Chevrolet Spin, que assegurou a segunda colocação, batendo, por muito pouco, o “sempre considerado por todos os interessados” Nissan Livina. Se feio o Spin está atraindo muitas pessoas, imaginem se o visual ajudasse!

Em quarto lugar veio o Citroën C3 Picasso, que parece já estar colhendo os frutos das melhorias da sua linha 2013. Em quinto ficou a veterana minivan da Fiat, que, mesmo com as recentes mudanças (internas), dá sinais de que precisa de uma nova geração. Ainda assim, o Idea é um carro “bom de briga”, se mantendo bem nas vendas.

Por último veio o Jac J6, que ainda não se encontrou no mercado nacional.

Qual é o melhor monovolume do Brasil até R$ 60 mil?

  1. Honda Fit – 60 votos (30,3%)
  2. Chevrolet Spin – 37 votos (18,7%)
  3. Nissan Livina – 35 votos (17,7%)
  4. Citroën C3 Picasso – 21 votos (10,6%)
  5. Fiat Idea – 20 votos (10,1%)
  6. Jac J6 – 5 votos (2,5%)

Outro – 20 votos (10,1%)
Total de votos: 198

Comentários (14)

  1. Eu disse isso num post anterior.
    A Spin vai vender muito, como todo chevrolet, por mais cagado que seja o seu desenho. Isso por causa dos taxistas (90%) fãs de GM e de donos conservadores, os quais só existem três marcas de automóveis no Brasil: Chevrolet, Ford e Volkswagem. A FIAT já fica de fora desse público.

  2. Renato, é óbvio que o fabricante vai enaltecer o seu produto, nesse caso do Fit, o qualificando como um monovolume. Porém, sabemos perfeitamente que esta não é a categoria que ele pertence. E, ao que me parece, os próprios vendedores da Honda estão convencidos disso. Pois, recentemente orientei uma pessoa na compra de um 0km e optando pelo Honda fizemos uma visita em várias css das quais seus vendedores já o qualificam como um compacto, o que ele é na verdade.

  3. Concordo com o Gilberto. Eu não me conformo com o fato do Fit ser comparado com outros monovolumes. Ele só está nessa categoria porque o fabricante o classifica como. Agora, o fato dele agradar as mulheres, isso é verdade. Deixei de comprar um Fit porque meu marido disse que era carro de mulher. Passamos, então, para o City, que na briga com a versão completa do Livina deixou a desejar (para mim, claro, pois paguei pelo Livina completíssimo apenas o que poderia pagar pelo City básico – mas ainda automático. Se fiz uma boa escolha? Nunca vou saber. Estou feliz com o Livina, nunca tive um City. Mas sei que o acabamento da Honda ganha de 10 a 0, a julgar pelo bom conhecimento que tenho do Civic e da CRV.

  4. Eu não concordo. O Fit é um dos melhores representantes dos monovolumes no Brasil. Vejam:

    Minivan e Monovolume: Esses dois termos tem a mesma função de distinguir esse tipo de veículo das demais funções. Esses tipos de carros são feitos de apenas um volume e posição de dirigir alta. O que diferencia cada um deles é que monovolume é distinguido aos modelos compactos, e minivan é para os modelos médios. São os monovolumes: Chevrolet Meriva, Fiat Idea, Honda Fit, Nissan Livina, Citroën Picasso e Renault Scénic. São as minivans: Chevrolet Zafira, Citroën Grand Picasso, Renault Grand Scénic e Nissan Grand Livina. Para denominar essas carrocerias como um todo são chamados também MPV (que traduzido essa sigla inglesa significa veículo para multiplas funcões). Há um caso sem solução que é a SpaceFox. Ela é misto de Perua com minivan. Por isso a VW criou uma nova categoria: a SportVan.

    Agora, se os vendedores afirmam que o Fit não é um monovolume, isso que vocês disseram, é um problema das concessionárias.

  5. Eu concordo com o Bruno, e ainda vou um pouco além: penso que chamar o Fit de compacto é uma mera estratégia de vendas dos vendedores das concessionárias. Na minha percepção, Ford Ka e Chevrolet Celta são compactos – dois modelos que não podemos comparar com o Fit.

  6. Achei o motor desse carro muito, mais muito fraco. Nas subidas, tinha que reduzir para a primeira sempre, pois ele não aguentava a puxada, percursos que até um Pálio 1.0 não refuga.

    Na estrada vai bem. Quer dizer… se não tiver que subir a Serra!
    Dessa forma, dependendo das circunstâncias, o “motor” anda sempre cheio, fato que eleva consideravelmente o consumo de combustível.

    Resultado: ficamos completamente frustrados com esse japonês.

    A mecânica é boa, o espaço interno é ótimo, mas não foi um carro que deixou saudades.

  7. Eu gosto muito do Fit também. Pra mim é o melhor carro do segmento, mas muito caro. Isso inviabilizaria a compra dele na minha opinião.

    Ele é confiável, confortável, tem bom espaço interno, um bom câmbio automático e nem é tão grande por fora.

  8. Pois então, Renato. Comparar o Fit com o C3 Picasso (segundo dados oferecidos pelos Bruno/SP) é impraticável: não precisamos nem mesmo conferir dados técnicos (medidas) para ver quem entrega o maior espaço, capacidade de porta-malas, etc. Isso sem falar dos demais concorrente, como é o caso do Livina. Portanto, dizer que o Fit é um monovolume, realmente, é algo impensável.

  9. As qualidades do Fit não justificam o abuso da Honda com seus preços. A culpa é nossa se não damos valor ao nosso suado dinheiro. Quando o brasileiro deixar de ser otário, os preços serão mais justos e reais como são em outros países. Um grande exemplo é o que aconteceu com o Megane Grand Tour, que caiu de R$60.000,00 para R$49.000,00 com uma simples decisão da montadora em reposicionar o modelo, diminuir sua abusiva margem de lucro e ganhar com o aumento de suas vendas. Além dos altos impostos, bancamos também a ganância das montadoras, que aqui aproveitam a nossa idiotice e aumentam sua margem de lucro muito além do fazem em outros países. O que deve valer é o custo-benefício na hora da compra. A Grand Tour deve ser o carro padrão da mudança do nosso mercado.

  10. Bruno,se vc diz que:

    Minivan e Monovolume: Esses dois termos tem a mesma função de distinguir esse tipo de veículo das demais funções. Esses tipos de carros são feitos de apenas um volume e posição de dirigir alta.

    Como é que vc diz que o baixinho Fit é um monovolume?
    Mudando de assunto, é uma pena a chevrolet retirar do mercado um carro como a Meriva, e dizer que o substituto da Zafira é também da Meriva.

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