Renault mostra oficialmente o “novo” Clio e Peugeot se prepara a chegada do belo 208

Marca colocou a palavra CLIO logo abaixo do emblema

Os franceses querem crescer ainda mais por aqui e preparam novidades interessantes. Depois do flagrante feito na Argentina, finalmente a Renault revelou oficialmente as linhas finais do “novo” Clio, que recebe sua mais “profunda” reestilização para se manter competitivo no mercado do Mercosul, especialmente o brasileiro. Se isso não fosse o bastante, a Peugeot confirmou que o 208 será lançado no Brasil no primeiro semestre de 2013. Ambos os modelos estarão no Salão do Automóvel de São Paulo, que começa na semana que vem.

Adotando a linha de design mundial da Renault, o Clio tem dianteira que lembra a quarta geração do Clio europeu (que provavelmente nunca teremos por aqui). A parte frontal tem novos para-choque e grade, que realçam o escudo da Renault. As laterais mudaram pouco, com destaque para os novos retrovisores. Já a traseira recebeu uma peça plástica no para-choque, nova tampa do porta-malas e lanternas diferenciadas.

Renault deve apostar na personalização do Clio, com adesivos e outros detalhes

Assim como acontece com o Nissan March e com o Fiat Uno, a Renault também deve apostar na personalização para dar um ar mais jovial e descolado para o Clio, aumentando o seu poder de penetração no mercado.

Por dentro, nenhuma alteração foi confirmada oficialmente, mas algumas mudanças são esperadas, como no acabamento e no painel de instrumentos. O espaço para os ocupantes e no porta-malas deve pernanecer o mesmo. Debaixo do capô, o Clio terá o motor 1.0 16V flex, que, no momento, desenvolve 76 cv de potência e 10 mkgf de torque com gasolina e 77 cv e 10,2 mkgf com etanol no Renault. Não será surpresa se este propulsor recebe algumas mudanças, já que a marca francesa quer que o Clio seja referência de consumo para o segmento. No March, a motorização 1.0 16V tem 74 cv e 10 mkgf com qualquer combustível.

Traseira tem nova tampa do porta-malas, faróis com nova disposição de luzes e detalhe preto no para-choque

Como eu disse antes, bem que a Renault poderia manter os preços atuais, que partem de R$ 24.000, mas recheando o Clio com muitos equipamentos de série. Apoios de cabeças traseiros (três de preferência) reguláveis em altura, trava elétrica com Sistema CAR (travamento automático a 6 km/h), limpador e lavador do vidro traseiro já deveriam ser de série desde hoje. Mas a marca poderia acrescentar ainda direção hidráulica, ar-condicionado, alarme, vidros elétricos, airbag duplo, ABS e sistema de som com rádio, CD Player, leitor de MP3, entradas USB e auxiliar e com conexão bluetooth para celular.

Desta forma, e com os três anos de garantia, a marca francesa teria um representante de peso para desbancar quase todos os concorrentes no Brasil – e compensaria o fato de ainda termos uma geração bem ultrapassada do Clio no país.

Fechando a Renault, a marca também poderia dar um tapa no visual do Symbol (Clio Sedan), o deixando visualmente mais atrativo, além de trabalhá-lo melhor comercialmente, como ela fez com a perua Grand Tour, que ficou relativamente popular no final da vida. Já imaginaram o Clio hatch completo saindo por R$ 27.000 e o Symbol mais bonito e completo, com motor 1.6 16V, por R$ 36.000 manual e R$ 38.500 automático? A Renault desbancaria a Ford da quarta colocação do mercado nacional.

Marca do leão
Já a Peugeot tenta recuperar o terreno perdido com a chegada do belo compacto 208. Depois do fracasso da família 207 (especialmente a picape Hoggar e a perua SW), finalmente a marca vai lançar, no primeiro semestre do ano que vem, um veículo com alto potencial de vendas.

Diferente do que aconteceu com o 207 (um 206,5 por aqui), teremos no Brasil o verdadeiro 208. Assim como o seu irmão C3 (o novo), o 208 aposta no visual moderno e na tecnologia como diferenciais para vencer a concorrência.

O design é realmente bonito. Gostei muito da harmonia entre a dianteira e a traseira.

Não sabemos se o novo Peugeot sofrerá simplificações para rodar por aqui, mas espero que o teto solar panorâmico, as luzes de LEDs nos faróis e o sistema multimídia com tela sensível ao toque integrada ao painel sejam mantidos, mesmo que nas versões intermediárias e na topo de linha.

Em relação às motorizações, podem esperar que o Peugeot 208 será vendido por aqui com motor 1.5 8V, que desenvolve 89 cv de potência e 13,5 mkgf de torque com gasolina e 93 cv e 14,2 mkgf com etanol, com câmbio manual de cinco marchas; e o 1.6 16V sem o tanquinho de partida a frio, que gera 115 cv e 15,5 mkgf com gasolina e 122 cv e 16,4 mkgf com etanol – com transmissão manual de cinco marchas ou automática de quatro marchas (BVA).

Quem sabe a Peugeot não surpreende e lança o 208 1.6 THP, com motor turbo e câmbio de seis marchas? Seria um compacto esportivo bem interessante. Sobre o 207 atual, o hatch ficará vivo no mercado, enquanto Hoggar e 207 SW devem ser os primeiros a morrer. O 207 Passio viveria (com ajuda de aparelhos) por mais algum tempo.

Fotos – Clio: Renault/Divulgação // 208: Peugeot/Divulgação

Comentários (9)

  1. Gostei do 208 mas não sei se compraria um, há grandes concorrentes nesta categoria (New Fiesta). Já o clio se mantiver os preços praticados hoje será uma boa opção em custo benefício.

  2. na minha opinião, o clio ficou na mesma. vai continuar vendendo igual hoje.

    ja o 208 deve ter mais sucesso, mas a peugeot precisa melhorar o pós-venda e o preço dos seus carros. ai ela competirá muito bem no mercado.

  3. Acho que a renault está subestimando demais a inteligência do brasileiro. A renault está apostando alto demais nos carros da Dacia, agora esse vem com este falso novo clio. A concorrência está melhorando o nível dos carros rapidamente e acho que a renault vai ficar para trás. O duster que o diga. A renault demorou tanto para crescer e se estabelecer no Brasil, mas irá por tudo a perder pela decisão de “Dacialização” da marca. Uma pena.

  4. E com relação ao 208, acho um belo carro, mas o fator preço será determinante para o seu sucesso no mercado brasileiro. O mercado ainda tem um pé atrás com relação a marca. Se a empresa por um preço um pouco abaixo da concorrência acho que o carro tem chances de fazer sucesso, caso contrário acredito que não venderá tão bem. A concorrência neste segmento é pesada.

  5. Na Argentina a Renault vende o Megane III e a versão GT que pra mim dá de 10 a zero no Veloster. Será que eles não percebem a chance que estão perdendo de entrar neste mercado.

    Já o Clio gostei dos novos faróis e grade, já o parachoque, lanternas traseiras e a falta do repetidor nos para lamas achei uma regressão.

    Concordo com o Parizzi se a Renault colocar esses faróis do Clio e um para choque decente no Symbol e der um painel moderno ao Symbol e mantiver um preço baixo e bem equipado, não vai ter Chinês nem Ford Fiesta Rocam Sedan que o desbanque.

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