Mais caro, Jeep Renegade ganha uma nova versão de entrada

Jeep-Renegade-2016-entradaFinalmente o Jeep Renegade ganhou a tão esperada nova versão de entrada! Com ela, a marca trouxe mais uma “novidade”: o aumento de preço de quase toda a linha – semelhante, por exemplo, ao que aconteceu com a Volkswagen e o Golf. Resta agora conseguir encontrar versões específicas do Renegade nas concessionárias, como a Sport a diesel.

Falando primeiro da nova opção, o Jeep Renegade perdeu o sobrenome para ficar mais barato. A nova versão de entrada, batizada apenas de 1.8 flex 4×2 manual (de cinco marchas), parte de sugeridos R$ 68.900 (R$ 2.000 acima do prometido pela marca no lançamento do modelo no primeiro semestre de 2015).

Mas perder o sobrenome não foi o problema, mas sim sair de fábrica sem alarme (!), faróis de neblina, rodas de liga leve, sensor de estacionamento (!) e comandos de audio no volante. Pelo menos o Renegade “pelado” ainda tem uma lista de equipamentos interessante, composta por: ar-condicionado, direção elétrica, rádio com Bluetooth, porta USB e entrada auxiliar, freio de estacionamento eletrônico e vidros, travas e retrovisores elétricos, controle eletrônico de estabilidade (ESC), auxílio de partida em rampa (HSA), freios a disco e suspensão independente nas quatro rodas, freios com sistema ABS (com EBD), airbag duplo, entre outros.

Novos preços

Modelo Preço – Abril 2015 Preço – Agosto 2015
Jeep Renegade 1.8 flex 4×2 MT5 R$ 68.900
Jeep Renegade Sport 1.8 flex 4×2 MT5 R$ 69.900 R$ 71.900
Jeep Renegade Sport 1.8 flex 4×2 AT6 R$ 75.900 R$ 76.900
Jeep Renegade Sport 2.0 diesel 4×4 AT9 R$ 99.900 R$ 99.900
Jeep Renegade Longitude 1.8 flex 4×2 AT6 R$ 80.900 R$ 82.900
Jeep Renegade Longitude 2.0 diesel 4×4 AT9 R$ 109.900 R$ 109.900
Jeep Renegade Trailhawk 2.0 diesel 4×4 AT9 R$ 116.800 R$ 119.900

O motor 1.8 16V E.TorQ EVO, com seus 130 cv de potência e 18,6 mkgf de torque com gasolina e 132 cv e 19,1 mkgf com etanol, continua suando e bebendo para levar os quase 1.400 kg de peso do Renegade. Melhor opção mesmo é o propulsor 2.0 Multijet II turbodiesel, que desenvolve 170 cv e 35,7 mkgf.

Se a chegada de um novo acabamento de entrada é bem-vinda, a elevação de preços das versões mais procuradas não foi legal. Imagino que seja um conjunto de “aproveitar o bom momento de vendas para lucrar mais” (estratégia amplamente usada pela Chevrolet) somado à alta do dólar, já que o Renegade tem componentes importados.

Espero agora que a Jeep consiga entregar todas versões, pois um grande desafio para o consumidor é encontrar, por exemplo, o Renegade Sport 2.0 a diesel. Liguei para seis concessionárias da Jeep e as duas respostas são sempre as mesas: “nunca tivemos esse carro” e, depois de perguntar ao “gerente”, “ele deve chegar só no final do ano ou no início de 2016”. O pior de tudo é a tentativa de me empurrar um Renegade Trailhawk – sempre respondo: “é uma versão muito legal que eu gostaria de ter, mas é cara demais e não atenderia à minha necessidade”.

Comentários (1)

  1. Não gostei nem da opção de entrada , que além do preço salgado perdeu itens relevantes mesmo em segmentos inferiores, e nem , obviamente, dos aumentos nas outras versões. Se ao menos a Sport tivesse sido ajusta tornando opcionais, itens de série , poderia ser compreensível . Mas como o consumidor brasileiro de automóveis, por diversos motivos, é um ser sem muita coerência, o que a FCA fez foi apenas explorar está falta de sentido do mercado local. (Não conheço outros mercados, apenas um pouco do que vejo no nosso, em especial no Rj, mas pra mim é incoerente em época de baixa nas vendas , as marcas subirem seus preços, pá se bem verifico, mesmo nos segmentos onde ocorrem baixas os preços tb subiram. Na minha perspectiva esta postura safada duas montadoras é mais um motivo para não comprar carros novos, apenas usados .

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