Chevrolet apresenta o Tracker 2017. Podemos esperar melhorias no Brasil?

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Chevrolet Tracker 2017

A Chevrolet, finalmente, irá atualizar o Tracker na sua linha 2017 – primeiro nos EUA. Por aqui, o SUV nunca teve absolutamente nenhum diferencial que justificasse a sua compra. Com as novidades previstas, será que podemos esperar melhorias no modelo aqui no Brasil? Será que ele, finalmente, terá algum destaque no mercado nacional?

Nos Estados Unidos, a Chevrolet exibiu o Tracker (Trax por lá) 2017 no Salão do Automóvel de Chicago. Como vocês podem ver pelas fotos, a primeira mudança perceptível está no visual do SUV.

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Traseira quase não mudou no Tracker 2017

Inspirado no Malibu (testado aqui no De 0 a 100) e em outros carros da companhia, o veículo agora tem a dianteira global da marca, que fez muito bem a ele. A grade central ficou maior, dando um aspecto mais robusto ao Tracker, que, com exceção da versão de entrada (LS), passa a contar com luzes diurnas de LED (nas versões LT e na nova topo de linha Premier). Na traseira, as mudanças foram bem mais discretas, concentradas, especialmente, no para-choque, mantendo o estilo geral “morno”.

Por dentro, dependendo da versão, o acabamento mudou. O painel de instrumentos, finalmente, perdeu a inspiração de uma moto, adotando tacômetro e velocímetro analógicos, além de trazer uma tela com informações complementares (lado direito). No centro do painel o destaque é a central multimídia MyLink, com tela de 7″, que está agora mais chamativa, localizada no meio das novas saídas de ar (estilo Fiat Uno). O sistema é compatível com Apple CarPlay, Android Auto e conexão 4G (LTE).

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Painel do Tracker 2017 evoluiu

Se, por aqui, o Tracker não traz absolutamente nenhum diferencial de mercado, nos Estados Unidos, o Trax 2017 ganhou quatro sistemas de segurança que auxiliam o trabalho do motorista: alertas de colisão, de ponto cego, de desvio da trajetória e de veículos se aproximando por trás.

Motor

Na parte mecânica, nos EUA, nenhuma mudança: suspensão continua a mesma e o motor de quatro cilindros, 1.4 turbocharged, permanece com 140 cv de potência e 20,39 kgfm de torque associado a uma transmissão automática de seis marchas. No Brasil, o conjunto também não deverá ser alterado, mantendo, pelo menos inicialmente, o propulsor Ecotec 1.8 16V flex, que desenvolve 140 cv e 17,8 mkgf com gasolina e 144 cv e 18,9 com etanol, sempre com o câmbio automático de seis velocidades.

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Em 2015, foram comercializadas 63.303 unidades do Tracker (Trax, no caso) nos Estados Unidos, o colocando numa posição de destaque na sua categoria por lá. Por aqui, além da dificuldade enfrentada pela Chevrolet por conta dos limites de importação do México, e do alto preço cobrado pela marca (R$ 83.890 – olha que já foi bem pior), o Tracker emplacou, segundo a Fenabrave, 11.031 unidades, ficando atrás de Honda HR-V, Jeep Renegade, Renault Duster, Ford EcoSport, Hyundai IX35 e Tucson.

Para fechar, respondendo às perguntas do início do post, sim, o Tracker 2017 terá melhorias bem-vindas, como na parte visual (provavelmente terá OnStar por aqui também). Mas seria muito importante que ele recebesse algum diferencial de mercado, como os novos dispositivos de segurança que serão implementados no gêmeo norte-americano. Agora nos resta esperar pelo lançamento do SUV por aqui. Alguém apostaria no Salão do Automóvel de São Paulo?

Comentários (1)

  1. Renato na minha opinião continuará atrasado em relação ao HR-V e Jeep. Provavelmente chegará na casa dos 90 caso tenha alguns desses equipamentos de segurança. Aproveitando gostaria de saber de você e de outros sobre o consumo do HR-V. Pesquisei em alguns sites e encontrei vária reclamações sobre o consumo elevado do HR-V. Já sabemos que o Jeep é beberrão. Será que o HR-V também?

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