Impressões off-road: Fiat Toro X Renault Duster Oroch e Ford Ranger X Volkswagen Amarok

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Ford Ranger 2017 enfrenta pista off-road

Na minha viagem para Ribeirão Preto (SP), há algumas semanas, quando minha vida ficou em risco graças à Localiza e o seu tapete, eu visitei a Agrishow, maior feira agrícola da América Latina. Para amantes de carros, como eu, o evento oferece atrações interessantes, especialmente para os fãs de picapes, SUVs e fora de estrada. Logo, no meu escasso tempo no evento, visitei 4 marcas (ficou faltando ir na Toyota e na Chevrolet para ver as novas Hilux SW4 e S10, respectivamente, e na Jeep/Chrysler/RAM) e analisei seus modelos, atendimento e pistas. Confira nessas impressões off-road os duelos entre Fiat Toro X Renault Duster Oroch e Ford Ranger X Volkswagen Amarok.

Achei mais justo separar os 4 modelos em dois porque a Fiat, inexplicavelmente, levou uma picape Toro a diesel mas com tração 4×2, decepcionando todos que estavam na fila – incluindo eu. Pelo menos facilitou a organização aqui do post. Como não fui tão preparado para fazer esse conteúdo, consegui apenas produzir dois vídeos até a minha bateria acabar durante o processo. Por isso fico devendo imagens da VW Amarok e da Fiat Toro, que uso aqui de divulgação apenas para ilustração.

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Nova Ford Ranger passa por um córrego de 55 cv de profundidade

Além da análise rápida de cada carro e de suas capacidades para enfrentar as respectivas pistas off-road, comparei também o número de carros disponíveis, quais modelos podiam ser guiados, a qualidade do atendimento (pessoa da recepção e instrutor dentro do veículo) e, muito importante, o grau de divertimento da pista (unindo proposta do veículo, criatividade do trajeto, dificuldade dos obstáculos e a satisfação em completar o percurso). A ordem abaixo é alfabética pela marca, de acordo com os dois duelos.

FIAT

O test-drive da Fiat tinha o maior potencial de todos, afinal, teríamos a oportunidade de testar (mesmo que rapidamente) o maior lançamento da marca desde a família Palio: a picape Toro – uma  grande novidade e incógnita off-road para quase todo mundo. Mas, ao chegar no estante da marca, a expectativa logo se transformou em frustração pelo fraquíssimo atendimento das duas moças que tentavam, sem sucesso, organizar o local, com o suposto apoio de mais dois rapazes que preferiam esperar a hora passar para ir embora.

Enquanto uma das moças estava muito ocupada com o celular, a outra, lamentavelmente, se importava mais em paquerar alguns homens da fila, chegando ao ponto dela ir com um deles num dos test-drives (da picape) na pista.

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Fiat Toro disponível não era 4×4, nem Volcano, como essa da foto

Na sua vez de dirigir, você podia escolher entre três modelos: Strada Working 1.4, Strada Adventure Extreme 1.8 e Toro Freedom a diesel, mas, inexplicavelmente, 4×2. Com o perdão da franqueza, mas a brochada foi geral. Levar a versão a diesel com tração em duas rodas matou a vontade de quase todo mundo. Ainda assim, escolhi a Toro na minha vez.

Durante o trajeto, a picape se comportou bem, demostrando, dentro do possível, a qualidade do seu monobloco e, especialmente, da sua suspensão. A posição de dirigir era boa, embora não excelente. O motor diesel funciona muito melhor do que o 1.8 16V flex por causa da sua força. O instrutor até se esforçou para explicar tudo sobre o veículo, mas ficou claro que o conhecimento era uma simples decoreba quando fiz algumas perguntas técnicas a ele.

No geral, a picape Toro superou os simples obstáculos de uma pista fraca com extrema facilidade. Deve ser por isso que uma versão 4×4 não estava disponível (me disseram que havia uma unidade com tração nas quatro rodas lá, mas ninguém soube me precisar se ela esteve ou estaria disponível para test-drive em algum momento).

  • Número de carros disponíveis – 3
  • Carros disponível – Toro Freedom, Strada Working 1.4 e Strada Adventure 1.8
  • Qualidade do atendimento – 1/5
  • Divertimento da pista – 2/5
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Renault Duster Oroch surpreendeu no off-road

RENAULT

O Renault Duster Oroch foi a maior surpresa que tive entre os modelos avaliados. Eu não esperava que a picape fosse demonstrar tanta robustez num ambiente off-road. Embora a pista, obviamente, tenha sido montada pensando na picape, os obstáculos eram legais, bem mais interessantes do que o espaço da Fiat.

A Oroch chamou a minha atenção pelos bons ângulos de entrada e saída, pela boa altura em relação ao solo, pelo diâmetro de giro do volante e, até mesmo, pela sua capacidade de inclinação lateral. Sua rigidez torcional não chega a ser como das outras três picapes aqui do post, mas também agradou. O ponto negativo foi o apoio lateral do banco, que não me segurou direito quando passei por uma curva de inclinação mais acentuada.

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Mesmo 4×2, Duster Oroch foi valente

As atendentes foram atenciosas e conseguiram organizar a fila, enquanto o instrutor sabia do assunto e me passou confiança durante o test-drive. Por ser 4×2 e por não ter controle de tração e outros sistemas, a Oroch, obviamente, girou mais em falso, cantou mais pneu, ficou mais à “deriva” e tudo isso tornou a o rápido teste bem divertido. Motor 2.0 16V me pareceu bem adequado ao modelo, que ficou devendo num ajuste de profundidade do volante.

  • Número de carros disponíveis – 2
  • Carro disponível – Dois Duster Oroch 2.0
  • Qualidade do atendimento – 4/5
  • Divertimento da pista – 3/5

FORD

Na Ford, as moças que faziam o cadastro eram indiferentes ao que estava acontecendo, enquanto o organizador das pessoas ficava cheio de papeis nas mãos, parecendo estar extremamente desorganizado (embora, aparentemente, não estivesse).

Por outro lado, o instrutor foi bem didático e demonstrou com clareza os diferenciais da Ranger XLS, modelo que escolhi exatamente por ter motor mais fraco do a Limited (2.2 de 160 cv contra o 3.2 de 200 cv, ambos a diesel, com câmbio automático de seis marchas). Entre eles, o destaque foi para a direção elétrica (leve até demais para um off-road), novo painel e para a facilidade de se selecionar as trações 4×2, 4×4 e 4×4 reduzida. A sensação de guiar um carro com muita tecnologia embarcada também está presente nessa versão.

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Assistente de descida da Ranger funcionou bem

A Ranger XLS superou a pista sem dever absolutamente em nada em relação à versão topo de linha, Limited. Chamaram a minha atenção a rigidez torcional da picape e a eficiência do assistente de descida, que funciona de maneira simples. O sistema 4×4 com reduzida precisa muito dos ajustes e assistentes disponíveis para o carro – até mais do que imaginei. Esperava um sistema mais simples, embora ele esteja longe de ser complicado.

Para encerrar, sair do atoleiro, deixando uma das rodas da Ranger no ar (traseira direita), superar o morro, descer com o assistente de descida e superar o córrego com profundidade entre 50 cm e 60 cm tornaram a pista muito boa.

  • Número de carros disponíveis – 5
  • Carro disponível – Um Troller T4, quatro Ranger Limited e uma Ranger XLS
  • Qualidade do atendimento – 3/5
  • Divertimento da pista – 4/5

VOLKSWAGEN

O atendimento da Volkswagen foi um dos melhores, junto com o da Renault. Mas, se tem algo que a marca alemã superou as suas concorrentes de post foi a pista. O test-drive da Amarok foi, disparado, o mais divertido. A pista apresentava bons desafios, com muitas variações. A descida final foi algo que ficará marcado por muito tempo, uma vez que ela era extremamente íngreme, vindo de uma curva fechada à esquerda.

VW-Amarok-off-road

Volkswagen Amarok é robusta e tem a direção pesada

Diferente da Ranger, a picape da Volks tem tração 4×4 permanente, também com muito auxílio da eletrônica. Em uma das provas da pista, consegui a “proeza”, segundo o instrutor, de bater o modelo no chão. Segundo o meu guia, que sabia bem do modelo e da pista, “o excesso de vezes em que as pessoas passaram naquela pista com o veículo a tornaram ainda mais complicada” – do meu ponto de vista, mais divertida.

Por ter direção hidráulica, tive a sensação de estar a bordo de uma picape mais robusta quando testei a Amarok. O volante mais pesado me passou mais segurança ao guiar o modelo no off-road.

  • Número de carros disponíveis – 4
  • Carro disponível – Quatro Amarok Highline
  • Qualidade do atendimento – 4/5
  • Divertimento da pista – 5/5

Resumo da obra

Na disputa entre Fiat e Renault, vitória do Duster Oroch com folga. O franco-brasileiro contava com uma pista mais legal e bem mais divertida do que a “enfrentada” pela Toro, que, mesmo a diesel, não conseguiu demonstrar, de uma maneira interessante e inteligente, as suas capacidades fora de estrada. O fato de ser 4×2 e de sofrer com o péssimo atendimento também prejudicaram ainda mais o veículo ítalo-pernambucano.

Na disputa entre Ford e Volkswagen, tivemos um justo empate. De uma lado uma picape que passa a sensação de mais modernidade e tenologia, a Ranger, contra outra que tem aspecto mais robusto, a Amarok. Ambas vão muito bem no off-road e me pareceram ser “pau para toda obra”.

Comentários (3)

  1. Parizzi realmente são dois níveis diferentes de categoria. Porém acho que no geral Oroch e Toro saem na frente por se darem bem no meio urbano devido ao tamanho. As cidades brasileiras estão se modificando (lentamente) e espaços para veículos grandes estão se tornando raridade. Outro dias observei um senhor com uma Hilux em um Shopping dando voltas e voltas para encontrar uma vaga em que fosse possível manobrar para encaixá-la. Além disso, o consumo não ajuda tanto apesar do Diesel. Agora se for direcionado para viagens, aí sim essas grandes são imbatíveis.

    • Realmente, Gustavo. As picapes médias estão cada vez mais voltadas para as cidades, de onde elas estão sendo “expulsas” aos poucos. Bom saber que elas têm ótimas capacidades off-road e para o trabalho no campo, local onde elas se sentem mais a vontade. hehehe

  2. o espaço pra carros medios e grandes e ate mesmo os pequenos acima de 4m esta se tornando bem escasso nas cidades, eu tenho um punto e mesmo pro meu carro e dificil achar vagas em muitos lugares q vamos. so e bom pra quem tem up! e mobi rodar na cidade procurando vaga pois cabe em qualquer lugar

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