Renault Kwid será produzido no Brasil. Modelo mata o Clio e brigará com Mobi e up!

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Renault Kwid tem uma luz repetidora da seta na caixa de roda?

Há poucos dias foi confirmado o que todo mundo já sabia, mas que faltava ser oficializado: o Renault Kwid será produzido no Brasil. O modelo matará o Clio e brigará com o Fiat Mobi e o Volkswagen up!. O que podemos esperar do novo compacto?

No curtíssimo comunicado oficial para a imprensa, a marca francesa informou que, com plataforma mundial, o Kwid foi desenvolvido pela Renault Technology America (RTA) e pelo Renault Design America Latina (RDAL) para o mercado brasileiro.

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Roda com apenas 3 parafusos: sinal de baixa qualidade ou de redução de gastos?

O veículo deverá ser fabricado em São José dos Pinhais (PR) e terá como missão substituir um dos carros que mais projetaram a Renault no Brasil: o Clio. Além disso, ele chegará para brigar, em pé de igualdade, com o recém lançado Fiat Mobi e com o Volkswagen up!.

Motor

Para isso, o Kwid nacional deverá receber algumas (poucas) atualizações estéticas, como nos retrovisores, de acabamento, provavelmente no painel, e atualizações estruturais em relação ao irmão indiano (para ficar mais seguro). Debaixo do capô, o pequeno deverá marcar a estréia do motor 1.0 12V de três cilindros da Renault (batizado de SCe) que deve, gradativamente, substituir o atual 1.0 16V de quatro cilindros do Sandero e do Logan.

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Tirando a fechadura, traseira é interessante

Posteriormente, o novo compacto franco brasileiro deverá receber o esperado propulsor 0.8 de três cilindros, já usado em outros mercados (onde desenvolve 54 cv de potência e 7,5 mkgf de torque), que promete ser um dos mais econômicos do Brasil. Não importando a motorização, inicialmente, o Kwid teria apenas câmbio manual de cinco marchas, mas não seria surpresa se uma caixa automatizada (e, por que não, automática) fosse usada, uma vez que a concorrência já possui (up!).

Visual

Em termos visuais, o Kwid parece ser um mini Sandero misturado com o Duster – o que considero algo legal. Suas linhas passam a impressão de robustez, especialmente pela largura das caixas de roda e da dianteira. Na lateral, aparentemente o pequeno tem uma curiosa luz repetidora da seta nas caixas de roda dianteiras. A traseira é mais simples e discreta, mas também agrada, embora a fechadura “arranhe” o conjunto.

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Painel do Renault Kwid brasileiro pode perder o quadro de instrumentos digital

Falando de espaço, a expetativa é que ele seja superior ao do Mobi (o que não é difícil) e ao do up!. Segundo uma fonte, o porta-malas do Kwid teria cerca de 300 litros de acordo com a medição usada no Brasil.

Vamos torcer para a posição dos botões de abertura dos vidros elétricos dianteiros saia do painel central e seja deslocada para as portas, melhorando a ergonomia. Além de airbag duplo e ABS, o futuro lançamento da Renault poderá ser equipado com a central multimídia que já está presente em várias versões das linhas da marca. Ainda sobre segurança, acredito que a Renault do Brasil irá tornar o seu novo pequeno muito mais seguro por aqui do que na Índia, onde o veículo ganhou nota muito baixa nos testes da Global NCAP, mesmo que isso possa atrasar o seu lançamento por aqui.

Para fechar, em relação ao nome, Kwid não parece significar nada, a não ser algumas siglas e o nome de uma estação de rádio. No Brasil, embora eu não acredite nisso, sua pronúncia poderá ser motivo de piada, afinal, “cuide” pode dar a entender que o carro é frágil. Ou alguém se arriscaria a dizer “Cauíde”?

Comentários (10)

  1. Mais um modelo fadado ao fracasso!! Independente de possuir algumas qualidades, certamente irá fazer parte da turma dos carros pequeninos, feios, estranhos e caros. Será mais um mero coadjuvante com vendas medíocres.

        • concerteza vai vender bem mais q o clio ou vai dizer q vc ou os consumidores preferem mais um carro ultrapassado, inseguro mas maior? so compra carro por metro agora?

          • Em se tratando do nosso mercado irracional, tudo é possível!!
            Porém, um “carro” que é reprovado em testes de segurança, sua lataria é tão frágil quanto uma casca de ovo e um motor pouco melhor que um motorzinho de enceradeira….sinceramente!! Projeto de baixo custo, porém, infelizmente aceitável no mercado brasileiro.

        • e quem disse q o nosso sera identico em segurança ao indiano? a renault ja disse q o brasileiro tera uma estrutura bem mais reforçada, tanto e q ele sera 200kg mais pesado q o modelo indiano. a toyota fez a msm coisa com o etios onde o brasileiro tem 40% mais rigidez na carroceria q o modelo indiano

  2. Convivi com a marca durante 10 anos com 3 modelos. Renault Clio, o melhor deles. As revisões até 60 mil não geraram surpresas. Sandero, ótimo para guiar, porém apareceram surpresas nas revisões com a necessidade de troca da correia dentada (40 mil km) com a metade do tempo estipulada em garantia. Duster, carro família, muito bom em viagens. Apresentou o mesmo problema do anterior só que aos 30 mil km. Nos dois últimos a Renault se negou a realizar a troca em garantia. Alegaram que a culpa foi minha por morar em Minas Gerais terra dos minérios (Olha que só rodo em BH). Por isso desisti da marca . Agora de Honda vamos ver o que vai dar.

      • Não, perdi a confiança na marca a partir do momento em que esta não consegue cumprir o que está estabelecido no manual (correia dentada dura menos da metade do tempo estipulado). Cheguei a conclusão que por morar em Minas Gerais não devo adquirir veículos da marca para não ter problemas futuros.

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