Toyota inaugura nova fábrica e nova fase no Brasil

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Assim como aconteceu com outras marcas no Brasil, a Toyota se prepara para iniciar uma nova e importante fase no Brasil. Com a inauguração da fábrica de Sorocaba (SP), e com o anúncio de uma nova fábrica de motores, prevista para entrar em funcionamento em 2015, a marca japonesa iniciará uma forte expansão no país.

O próximo “passo prático” é lançar o “popular” Etios, nas carrocerias hatch e sedã, com duas opções de motor: 1.3 e 1.5 – ambos flex.

Essa manobra da Toyota é muito bem-vinda. Quanto mais concorrentes e opções de compra, melhor para o consumidor – ainda mais de uma baita empresa como a Toyota.

Vejam mais detalhes na matéria abaixo.

Toyota fortalece sua presença com US$ 1,1 bi

FONTE: Estadão via MSN

Com a inauguração ontem, em Sorocaba (SP), de sua terceira fábrica no País e o anúncio da unidade de motores para 2015, na vizinha Porto Feliz, a Toyota, maior fabricante de veículos do mundo, finalmente coloca em prática seu plano de estar entre as maiores montadoras do Brasil. As duas novas unidades somam investimentos de US$ 1,1 bilhão.

O grupo está no País há 54 anos, mas só agora passa a atuar no segmento de compactos, responsável por 65% das vendas de automóveis. Com o início da produção do Etios, a marca japonesa espera dobrar suas vendas até 2014, para cerca de 200 mil unidades ao ano.

No ano passado, com 99,2 mil unidades vendidas, a marca obteve menos de 3% de participação nas vendas de automóveis e comerciais leves e ficou em sétimo lugar no ranking, atrás de Fiat, Volkswagen, GM, Ford, Renault e Hyundai. “Vamos estar entre as maiores montadoras brasileiras ainda nesta década”, disse ontem o presidente da Toyota Mercosul, Shunichi Nakanichi, durante a cerimônia de inauguração da filial de Sorocaba.

A unidade inicia operações com capacidade produtiva de 70 mil carros por ano, mas já há expectativas de ampliar para 100 mil, de acordo com a demanda do mercado pelo novo carro. Os planos, no entanto, são de ir muito além, já que o complexo tem licença ambiental para produzir até 400 mil carros ao ano.

A fábrica de Sorocaba tem 1,5 mil funcionários e o parque ao lado, com 11 fornecedores, tem outros 1,5 mil, mas a ideia é de ampliação gradativa de pessoal. Ao todo, o grupo emprega hoje 4,7 mil trabalhadores no País.

Já a nova fábrica exclusiva para motores em Porto Feliz (SP) vai gerar entre 600 e 700 postos. O terreno foi adquirido há menos de três meses pela empresa. “A decisão de ter essa fábrica é recente e foi tomada em razão do novo regime automotivo”, informou o vice-presidente da Toyota Mercosul, Luiz Carlos Andrade. O novo regime entra em vigor em 2013 e reduz impostos para empresas com maior índice de conteúdo local.

Até 2015, quando a nova unidade entrará em operação, os motores do Etios serão importados do Japão, como ocorre hoje com o Corolla, produzido em Indaiatuba (SP) desde 1998. Com os propulsores nas versões 1.3, 1.5, 1.8 e 2.0, o índice médio de nacionalização dos dois automóveis passará de 65% para 85%.

“A decisão de montar 200 mil motores por ano significa que daqui para a frente o grupo vai colaborar ainda mais fortemente com a manufatura e os recursos humanos no Brasil”, afirmou o presidente mundial da companhia, Akio Toyoda.

Carro brasileiro. “O Etios é um verdadeiro carro brasileiro”, acrescentou Toyoda. O modelo foi desenvolvido para mercados emergentes e já é produzido na Índia. Segundo ele, a engenharia local teve importante participação no desenvolvimento.

O grupo está no País há 54 anos, onde iniciou operações como importador. A primeira fabrica local, e também a primeira fora do Japão, foi inaugurada em 1962 em São Bernardo do Campo para produzir o jipe Bandeirante. Hoje só faz componentes. A filial de Indaiatuba produz o sedã Corolla e a inaugurada ontem fará o Etios nas versões hatch e sedã. “Consideramos outras variações de modelos para o futuro”, avisou Hisayuti Inoue, diretor da Toyota no Japão.

Inoue afirmou ter consciência do “pequeno atraso” do grupo em entrar no segmento de carros compactos no Brasil, mas disse que a empresa “vai encarar essa desvantagem como vantagem”. Segundo ele, a Toyota aprendeu muito com as outras montadoras que atuam no segmento há mais tempo e pôde pesquisar as insatisfações e desejos dos consumidos brasileiros.

O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, ressaltou que o Brasil caminha para um mercado de 4 milhões de veículos ao ano e que a inauguração da nova empresa “mostra que o Brasil está longe da crise”.

O Etios chegará às lojas em setembro, com preço inicial na casa dos R$ 35 mil e vai disputar mercado com modelos como Gol, Palio, Fiesta e, principalmente, o HB20 que a coreana Hyundai produzirá em Piracicaba (SP). A Toyota informou ter planos de exportar o Etios para países do Mercosul, mas, por enquanto, toda a produção será destinada ao mercado brasileiro.

Alta Roda – A briga pelo bolso

Depois de 45 dias de discussão, Brasil e México chegaram a um consenso sobre a revisão pontual do acordo de comércio de veículos. Como em geral acontece, cada parte cede em suas posições dentro de uma negociação civilizada. O México aceitou a limitação em valores de suas exportações de automóveis e comerciais leves até 2015 e o Brasil deixou de lado, por ora, a inclusão antecipada de caminhões e ônibus só prevista para 2020.

No primeiro ano, cada país terá direito de exportar US$ 1,45 bilhão; US$ 1,56 bilhão, no segundo ano e US$ 1,64 bilhão no terceiro, sem impostos.  Em termos práticos, significa uma cota de cerca de 100.000 unidades nos primeiros 12 meses, 108.000, em 2013/14 e 113.000, em 2014/15. A partir daí, volta o livre comércio.

O índice de nacionalização de 30% no México corresponde a 60% na regra do Mercosul. Conforme a coluna já comentou, os mexicanos fazem uma conta direta da proporção entre peças locais e de outras regiões, considerando apenas valor e mão de obra. Aqui se incluem outros custos internos. Também houve acordo de aumento do índice para 35%, de 2013 a 2016, e 40%, em 2017. O Brasil cumpre essa meta de conteúdo local com facilidade e o México terá de se esforçar para manter preços competitivos.

Para entender melhor, é preciso saber que quando o acordo começou, em 2002, os mexicanos impuseram cotas em unidades para os automóveis brasileiros exportados durante quatro anos. Afinal, com o real desvalorizado na época, temiam uma invasão de mercado. Foi bom negócio para nós porque exportamos muito e para eles porque podiam receber carros compactos e baratos, quando ainda não tinham acordo de livre comércio com a União Europeia.

As coisas começaram a mudar quando carros europeus e japoneses puderam entrar livremente no México e a valorização do real acabou com a competitividade das exportações brasileiras. O peso mexicano continuou se desvalorizando e o cenário virou nos últimos três anos. Se nada fosse efeito, mais de 200.000 veículos entrariam no Brasil isentos de imposto de importação e do ônus do novo IPI, enquanto carros brasileiros só seriam competitivos se o dólar valesse mais de R$ 2,50 (hoje, R$ 1,80).  Exportações só não pararam porque ficaria mais difícil voltar no futuro.

Se o Brasil quis preservar seus empregos, o que vai mudar para o consumidor? Quase nada. A Nissan, em princípio, seria a mais atingida porque as importações do México responderiam, em 2012, por mais de dois terços de suas vendas. Se desejar importar acima da cota, pode fazê-lo, pagando a diferença de imposto. E até 2014 já terá construído em Resende (RJ) sua primeira fábrica, pois hoje utiliza instalações da Renault, em São José dos Pinhais (PR). A Chrysler produz no México e não paga imposto de importação, mas só escapa do IPI elevado quando também fabricar no Brasil.

Até o começo de abril, quando se anunciará o novo regime automobilístico brasileiro, o cenário ficará mais claro e complementar às regras de transição acertadas agora com o México. Objetivo é gerar empregos, investimentos e atrair novos fabricantes, o que aumentará ainda mais a concorrência interna. E isso costuma valorizar o bolso dos consumidores.

RODA VIVA

BRASIL perdeu o posto de sexto maior produtor mundial para a Índia, no ano passado. Explica-se pela grande dificuldade de exportar e os altos custos internos. Além disso, importar ficou mais barato com a atual taxa cambial. O mercado brasileiro ainda continua atraente e se manteve na quarta posição. Mas não por muito tempo. Índia nos passa esse ano.

Honda/Divulgação

HONDA CR-V ganha novo fôlego com mudanças estilísticas e mais recursos eletrônicos a bordo (navegador GPS, computador multifunções e câmara de ré). Motor de 2 litros ganhou 5 cv (agora 155 cv). Há câmbio manual e automático. Rebatimento total dos bancos traseiros é por molas, sem esforço do usuário. Preços de R$ 84.700 a R$ 103.200.

Peugeot/Divulgação

MOTOR mais eficiente faz toda diferença no Peugeot 408. Mais do que aumento de potência para 165 cv, o turbocompressor garante expressivos 24,5 kgf•m de torque, a apenas 1.400 rpm. Forma bom conjunto com o novo câmbio automático de seis marchas, bem superior ao antigo, de quatro. Pena que só esteja na versão Griffe, de topo, por R$ 81.500.

SÉTIMA geração do Toyota Camry chega por R$ 161.000,00. Agrada a quem deseja estilo atual, sem ousadias. Mas não atrai olhares. Motor V-6, de funcionamento silencioso, mostra o vigor de 277 cv, ajudado por bom câmbio automático de seis marchas. Encostos do banco traseiro têm reclinação elétrica. Faltam navegador GPS e travamento das portas ao arrancar.

TOMANDO por base estatística do Ministério da Saúde, o Instituto Sangari, que promove difusão científico-cultural, chama a atenção para o crescimento assustador de acidentes fatais com motociclistas. Entre 1998 e 2008, mortalidade aumentou a um ritmo duas vezes superior ao de expansão da frota. Muitos nem se preocupam em ter carteira de habilitação.