Alta Roda – Indústria automobilística: Mudar ou desaparecer

Que a indústria automobilística mundial terá de se reinventar nas próximas duas décadas ninguém mais duvida. Alguns especialistas acreditam em prazo ainda mais curto – talvez 10 anos – para mudanças profundas em direção à mobilidade diversificada e onipresente. A consolidação, porém, seria gradual e irreversível porque certamente a produção tende a se acomodar não muito acima de 120 milhões de veículos/ano (hoje em torno de 85 milhões).

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Alta Roda – Dilema do preço dos carros no Brasil

Situação difícil do mercado garante ao consumidor, mais do que nunca, a decisão de escolher. Entre os sedãs médios-compactos trava-se uma verdadeira batalha para atrair os possíveis (e poucos) compradores. Este ano vem sendo marcado pela renovação em diferentes níveis. Começou com a atualização do Nissan Sentra, seguido pelo inteiramente novo Chevrolet Cruze. Esta semana começam as vendas da décima geração do Honda Civic. A Citroën aproveitou o embalo para lançar o C4 Lounge 2017 apenas com motor turbo de 1.6 L/173 cv (etanol), conforme antecipado pela Coluna.

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Alta Roda – Ajuda em boa hora

A forte queda de vendas de veículos novos este ano, que ficará entre 22% e 25% em relação a 2014, não se deve apenas ao clima de insegurança gerada pelas crises política e econômica (uma autoalimenta a outra). Veio também de uma conjugação de fatores herdada de tempos recentes. Da mesma forma que os financiamentos foram facilitados nos tempos de aumento de poder aquisitivo, agora estão mais restritos mesmo para aqueles que aparentemente oferecem baixo risco para bancos e instituições de crédito.

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Alta Roda – Briga será muito boa

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Cenário raro em termos de lançamento no Brasil: três modelos estreiam ao longo de 30 dias para disputar o mesmo mercado de SUVs compactos, que os americanos também chamam de crossovers só por ter aspecto de utilitário porém com estrutura monobloco e mais baixos. Conceitualmente crossover é mais do que isso e o Honda HR-V “abre os trabalhos”, seguido nas próximas três semanas pelo Jeep Renegade e Peugeot 2008. Um degrau acima em porte, ainda em abril, estreará o chinês JAC T6.

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Alta Roda – Usar sem culpa

Um debate que mais cedo ou mais tarde acontecerá no Brasil é a maneira de utilizar, de forma mais racional, as vias de superfície nas grandes cidades. Ideias surgem no rastro de soluções implantadas em outras áreas metropolitanas no mundo. Pedágio urbano não é novidade, mas sua aplicação pode-se reconhecer como bastante restrita. Apenas Cingapura, Londres, Milão e Estocolmo cobram para que cidadãos motorizados adentrem o centro histórico. Em geral usa-se o sofisma de taxa de congestionamento. Roma impõe restrições de acesso, sem cobrança. Outras, como Cidade do México, proíbem circulação de veículos poluidores, mais antigos.

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