Alta Roda – Vencedores e vencidos do mercado automotivo brasileiro 2016

Em ano tão difícil para o mercado automotivo brasileiro 2016, as preferências do consumidor não mudaram tanto. Continuou a forte aceitação de utilitários esporte compactos: cresceram 7% em um mercado que recuou 19%. A maior surpresa aconteceu entre picapes médias. A Toro, enquadrada por carregar até uma tonelada, além de garantir liderança, foi a principal razão desse segmento ter subido nada menos de 21% sobre 2015.

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Alta Roda – Líderes do primeiro semestre de 2016

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Chevrolet Onix: carro mais vendido do primeiro semestre de 2016 no Brasil

As estreias de novos carros levaram ao aumento da competição nas vendas do primeiro semestre. Onix manteve a liderança absoluta (mesmo sem a ajuda do Prisma). Corolla ampliou sua vantagem, pelo menos enquanto os novos Cruze e Civic não começarem a chegar às lojas no segundo semestre. Briga entre os SUVs compactos continua acirrada, mas o HR-V defendeu bem a posição.

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Citroën entra mais uma vez no mundo dos videogames

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Citroen Aircross em versão 8 bits

No final do ano passado, a Citroën fez uma homenagem muito legal para comemorar os 63 anos de Shigeru Miyamoto, designer japonês de videogames, criador de franquias de sucesso da Nintendo, como The Legend of Zelda, Star Fox, Donkey Kong e o encanador mais famoso do mundo, Mário. Mas como a marca francês fez essa homenagem?

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Alta Roda – Vencedores e vencidos

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Em um ano tão depressivo como 2015, com queda geral nas vendas de 26,6% (houve recuos mais expressivos de 41%, em 1981, 33%, em 1987 e 28%, em 1998), todos os 15 segmentos em que esta coluna divide o mercado sofreram bastante com exceção de um, os SUVs compactos. Enquanto os carros esporte e stations mergulharam 48% e 34%, respectivamente, os utilitários esporte pequenos subiram nada menos de 34% sobre os resultados de 2014.

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Alta Roda – Vencedores e vencidos 2014

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Primeiro ano em que as novas regras de segurança forçaram o fim de linha de veículos superados – Kombi, Mille e Gol Geração 4 – o fechamento de 2014 deixou executivos da Fiat e da Volkswagen de plantão até o dia 31 de dezembro. É que estava em jogo a liderança de 27 anos do Gol, depois do Fusca o mais bem-sucedido modelo já fabricado no País.

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Salão do Automóvel 2014 começa hoje em São Paulo com muitas novidades!

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Finalmente esse dia chegou! Depois de duas edições bem mornas, o 28º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo abre as suas portas hoje, 30 de outubro, com muitas atrações! Muitas delas valem o ingresso, como o Nissan GT-R e o Audi TT Roadster (nesse post), e o Jeep Renegade, o Honda HR-V, o Jaguar F-Type, o Mercedes-Benz AMG GT S e muitos outros – outras nem tanto.

Mas é fato que são mais de 500 veículos expostos, sendo 150 lançamentos, de 41 marcas. Ao todo, o evento conta com 84 expositores, de 11 países, que, além dos carros, promete fazer a alegria dos 750 mil visitantes com shows, test-drives, competições, premiações, atividades interativas, espaço para crianças e muito mais. De acordo com a organização, serão 100 horas de programação para o público, resultado de um investimento de mais de R$ 26 milhões. O maior evento privado da cidade de São Paulo, que está 20% maior do que a edição de 2012, será realizado até o dia 9 de novembro. Conheça as principais novidades e atrações!

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Alta Roda – Vencedores e vencidos 2013

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Depois de um primeiro semestre forte, 2013 terminou com números de venda acumulados inferiores a 2012 entre automóveis e veículos comerciais leves. Nos 17 segmentos em que a coluna divide o mercado interno, a liderança só mudou em dois: monovolumes pequenos e médios com ascensão de Spin e C4 Picasso, respectivamente.

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Alta Roda – Poluição não é igual para todos

Ao entrar no quarto ano de inspeção técnica ambiental para toda a frota da cidade de São Paulo, pode-se afirmar que se trata de uma ação bem sucedida. Em 2011, cerca de 3.200.000 veículos passaram pelas linhas de inspeção, incluindo automóveis, motocicletas, caminhões e ônibus.

Reprodução do Blog do Robson Pires

A partir das estatísticas da concessionária do serviço, Controlar, um mito já pode ser desfeito. A maior cidade do país está longe da frota “monstruosa” de sete milhões de veículos que lhe é atribuída pelos dados distorcidos do Denatran. A empresa estima a evasão – veículos antigos que poluem muito, mas rodam relativamente pouco – em 30%. A frota real estaria, portanto, em torno de 4,5 milhões de unidades. Simplesmente, o Denatran não pondera o sucateamento natural de veículos ao impor regras complicadas ao último proprietário.

O controle da frota é fundamental para qualquer planejamento viário, análise de poluição do ar, inspeção de segurança e incidências de mortos e feridos no trânsito. Números artificialmente elevados de veículos em circulação mascaram as taxas de acidentalidade. Se o divisor fosse próximo da realidade, os 40.000 mortos por ano colocariam o Brasil em posição ainda mais vexaminosa no quadro mundial.

Hoje, apenas a cidade de São Paulo e o Estado do Rio de Janeiro fazem inspeções regulares. No segundo caso, além de emissões, há checagem de poucos itens de segurança, de forma superficial e tarifa muito cara. Uma verdadeira e confiável inspeção técnica veicular (incluindo a ambiental) ainda está esquecida no Congresso Nacional. O que existe é a obrigatoriedade de inspeção de emissões, imposta pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) a todos os Estados sob critérios discutíveis e desconectada da realidade.

Uma inspeção unificada permitiria tarifas menores e atacaria o problema maior, os riscos de acidentes por falta de controle de manutenção. Não se trata de menosprezar a qualidade do ar e seus reflexos na saúde. Clama-se por racionalidade. Afinal, São Paulo e uma cidade à beira-mar no Nordeste mostram cenários bem distintos de poluição.

A Controlar, depois de muita insistência, abriu alguns de seus números e se esforçou para tentar provar a importância de inspecionar automóveis de até três anos de uso. Em 2011, o índice de reprovação na primeira vistoria para carros fabricados em 2010 foi de ridículo 1%; em 2009, 2%; em 2008, 3%. Nesses percentuais se incluem táxis e veículos de frota que, por rodarem bastante, ficam mais sujeitos a desconformidades e devem ser inspecionados em intervalos menores.

Veículos com motor a diesel, incluídos picapes e SUVs, tiveram índices elevados de reprovação inicial: 15%, 16% e 14%, respectivamente. Motocicletas: 4%, 7% e 18% para os mesmos anos de fabricação (2010, 2009 e 2008).  As frotas problemáticas são essas e não os carros com motores a gasolina, etanol ou flex com três anos de uso. Os movidos a GNV foram os piores por falta de controle sobre a instalação de kits de adaptação. A melhora do ar na cidade ocorre com ajuda da inspeção, mas fatores atmosféricos aleatórios também influenciam.

A concessionária insiste em inspecionar carros seminovos pelo equilíbrio financeiro do seu negócio, pois a evasão é baixíssima. Se fossem dispensados, como a regra nos demais países, a renovação de frota poderia se acelerar. Haveria estímulo para troca de automóvel e se livrar, a cada ano, do maçante processo burocrático (agendamento, boleto e inspeção).

Tarifa cobrada pela Controlar baixou para R$ 44,36, mas deveria ser menor para automóveis recentes. Estes dispõem de sistema de diagnose a bordo, mais confiável e que encurta o tempo de inspeção.

RODA VIVA

AUMENTA a fila de marcas que querem instalar fábricas no Brasil, mas pedem uma solução ao governo para o adicional de IPI para quem hoje é apenas importador. A JAC jogou a toalha e está à espera, como BMW, Land Rover, Habin Hafei e Changan, de uma abertura de “sobrevivência” com cotas de importação até o início da produção.

Hyundai/Divulgação

GRUPO Caoa confirma o início da montagem do SUV compacto Hyundai ix35, no final do ano, em suas instalações de Anápolis (GO). Mas não marcou data para encerrar a produção do Tucson, que no exterior foi substituído pelo ix35. Pelo jeito, a convivência de duas gerações de um mesmo modelo é vírus disseminado no mercado brasileiro.

Citroën/Divulgação

EQUILIBRAR bem esportividade e acabamento de alto padrão é a fórmula que a Citroën achou no DS3. O compacto de duas portas conta com motor turbo 1,6 l/165 cv, de estirpe BMW, e acerto de suspensões bem firme para aproveitar ao máximo a emoção nas curvas. Opção única de câmbio manual de seis marchas está adequada ao espírito do modelo, na faixa dos R$ 80.000.

INVERNO é tempo de não esquecer de ligar ar-condicionado, no ciclo frio, uma vez por semana. Mantém lubrificados componentes do sistema e evita gastos com manutenção. Também ajuda a eliminar odores e fungos nas tubulações, em razão do longo período sem utilização.

Alta Roda – Matemática implacável

Mercado de automóveis voltou às manchetes em razão da agitação trazida pelos preços com alívio provisório do IPI, relaxamento de juros e do número de prestações. Há posições antagônicas entre alguns analistas, por um lado, indústria e concessionárias, de outro, as duas últimas afinadas em relação ao otimismo moderado.

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