Alta Roda – Mudança de cenário

Volkswagen/Divulgação

Decisão já esperada, a Volkswagen acaba de anunciar a produção no México da sétima geração do Golf, automóvel mais vendido na Europa e, somada sua versão sedã Jetta, a família de modelos de maior venda no mundo, à frente das famílias Corolla e Focus. Está prevista sua importação a partir de 2014.

Continuar lendo

Alta Roda – Grande no bom sentido

Não é à toa que a Fiat consegue, em ambiente de alta concorrência entre marcas de todas as origens, sustentar liderança de vendas entre automóveis e comerciais leves. O novo Grand Siena chegou, entre outros objetivos, para fortalecer as marca no segmento específico de automóveis, em que tem posição algo frágil em relação à Volkswagen e à GM. A empresa italiana, no Brasil, conta com a força da picape Strada para se manter no topo dos segmentos somados, mas isso poderia não ser suficiente no futuro.

Fotos: Fiat/Divulgação

Um dos méritos do Grand Siena é ter-se desvinculado da imagem de versão de três volumes do Palio, que mantinha desde a primeira geração, de1997. O chassi se baseia no do novo Palio, mas com amplas modificações em dimensões externas, bitolas e até do eixo traseiro com elementos do Punto. Preços vão de R$ 38.710 a R$ 52.137, essa incluindo o câmbio robotizado.

Trata-se agora de um sedã compacto anabolizado (no bom sentido) da mesma cepa do Cobalt, do Versa e de certo modo do Logan, este investindo mais no fator preço. O modelo da Fiat cresceu 14 cm tanto no entre-eixos como no comprimento total, aproximadamente. Isso permitiu apor uma terceira janela na coluna traseira sem parecer algo forçado, além de obviamente melhorar o espaço para as pernas no banco traseiro. Nesse quesito, porém, ainda perde para o Cobalt.

O carro segue a tendência atual de vincos laterais alinhados às maçanetas. A grade dianteira não é muito inspirada (inclusive pelo exagerado aplique cromado na versão de topo Essence), mas o desenho do spoiler, sim. Traseira muito bem resolvida continua sem lanterna de neblina. Quando equipado com rodas de aro de 16 pol, o estepe tem limitação de uso a recomendados 80 km/h. Porta-malas cresceu de 500 para 520 litros.

Motores de 1,4 l/88 cv e 1,6l/117 cv não são novidades. O de 1,0 l ficou restrito ao Siena EL de carroceria antiga e preço agora reduzido em pouco mais de R$ 1.000, pois a direção assistida se tornou opcional. Destaques do Grand Siena: nítida evolução em dirigibilidade, comportamento em curvas e evolução do câmbio automatizado. Sem dúvida haverá influência negativa nas vendas do Linea que, na verdade, nunca decolaram pelo posicionamento errado de mercado.

Entre pontos fracos estão a regulagem de altura do banco só na versão mais cara, o que também ocorre no controle de cruzeiro restrito ao câmbio automatizado. Regulagem elétrica dos espelhos externos junto à coluna dianteira só não incomoda quem possui braços desproporcionalmente longos. Faltam luzes laterais repetidoras nas carcaças dos espelhos.

Assunto no lançamento do Grand Siena foi a produção brasileira do sedã médio-compacto Dodge Dart, à venda nos EUA em meados do ano. A Fiat constrói uma fábrica nova em Goiana (PE) e, conforme a coluna antecipou, primeiro produto não será o subcompacto para suceder o Mille. Italianos optaram por um utilitário esporte pequeno para enfrentar EcoSport, Duster e outros futuros rivais. A necessária versão Fiat do Dart, escolhida para o Brasil, seguirá diretrizes (não iguais) do mesmo carro a se produzir na China, com apresentação em abril no Salão de Pequim, e nome de Viaggio.

RODA VIVA

SEDÃ médio-compacto da JAC, o J5 aposta na relação preço-benefício. Mas nesse segmento o apelo é relativo. O modelo chinês não oferece câmbio automático, previsto para 2013. Ao preço de R$ 53.880, exige adicionais para banco de couro e rodas de 17 pol. Aspecto externo é seu ponto alto, seguido por interior espaçoso e bom porta-malas de 460 litros.

MOTOR do J5, em alumínio, tem bons 125 cv. Porém, como a cilindrada é de apenas 1,5 l, torque se limita a 15,5 kgf•m, desvantajoso em relação aos rivais. Assistência hidráulica deixa a direção algo imprecisa em estrada. Suspensão é firme e um pouco ruidosa. No interior fica nítido: um carro simples que recebeu toques artificiais de sofisticação.

MINI Roadster comprova a estratégia positiva de diversificar ao máximo a linha da marca inglesa do Grupo BMW. Apesar de conversíveis terem baixa atratividade no Brasil, o modelo destaca-se pela oferta de motor turbo de 184 cv, na versão Cooper S. Faixa de preço de R$ 132.900 a R$ 144.950, com capota de lona de abertura manual. Adiante, abertura elétrica.

CENTRO de Psicologia Aplicada ao Trânsito (Cepat), de Salomão Rabinovich, em São Paulo, lançou programa de prevenção de acidentes e mortes no trânsito. “É preciso muito respeito para convivência entre pedestres, bicicletas, motocicletas, automóveis e caminhões. Toda a sociedade é vítima, quadro agravado por consumo de álcool, drogas e doenças do sono.”

SEGUNDA família de pneus Michelin, de alta eficiência na diminuição de consumo de combustível, demonstra que os fabricantes do setor estão engajados nesse objetivo. O Energy XM2 acrescentou mais uma característica, resistência a impactos, que no caso do Brasil é um verdadeiro flagelo com obstáculos físicos (buracos) e criados (lombadas) de toda ordem.

Governo divulga lista das 18 montadoras livres do aumento do IPI

O governo divulgou hoje a lista das 18 montadoras instaladas no Brasil que estão livres do pagamento do  IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) mais alto na produção de veículos em território nacional até dezembro de 2012.

Agrale
Fiat
Ford
General Motores (Chevrolet)
Honda
Hyundai (CAOA)
Iveco
MAN
Mercedes-Benz do Brasil (caminhões)
Mitsubishi (MMC Automotores)
Nissan
PSA Peugeot Citroën
Renault
Scania
Toyota
Volkswagen
Volvo (caminhões)
International Indústria Automotiva da América do Sul

Todas atendem as regras de produção nacional e de investimento em inovação, o que inclui ter 65% de peças nacionais na montagem do veículo, conforme estudo realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Essas condições integram o plano “Brasil Maior”, criado no fim do ano passado para “estimular” a indústria nacional, especialmente as montadoras já instaladas em território brasileiro, e para “atrair” as estrangeiras a construirem fábricas no país – sem contar que serviu para acabar com o “oba-oba” das marcas chinesas.

É curioso observar que a Mercedes-Benz, mesmo com fábrica em Juiz de Fora (MG), só conseguiu a isenção do IPI para caminhões. Mas isso é compreensível, já que a planta mineira sempre foi uma incógnita.

As outras marcas, como Aston Martin, Audi, Bentley, BMW, Changan, Chery, Chrysler, Dodge, Effa Changhe, Effa Hafei, Ferrari, Hafei Motor, Haima, Jac Motors, Jaguar, Jeep, Jinbei Automobile, Kia Motors, Lamborghini, Land Rover, Lifan, Maserati, Mini, Porsche, SsangYong, Suzuki e Volvo sofrerão com o aumento da alíquota de 30 pontos percentuais sobre o IPI, que varia de 7% a 25%, dependendo da motorização do veículo.

O que você acha dessa história toda?

Alta Roda – Bandeira vermelha

No recente Fórum da Indústria Automobilística, organizado pela Automotive Business, o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, foi enfático ao tomar uma posição em relação ao papel do automóvel nas cidades. Carros são sempre considerados vilões. Não param de engarrafar as ruas e avenidas, causam acidentes, poluem o meio ambiente, ocupam todos os espaços das cidades, enfeiam a paisagem urbana ao originar vias elevadas, pontes e viadutos, atrapalham a circulação do transporte coletivo, queimam combustível fóssil (gasolina, diesel e gás) e assim aquecem a atmosfera do planeta, aumentam o nível de ruído, estimulam a individualidade das pessoas, aumentam os custos da saúde pública e diminuem a expectativa de vida da população.

Continuar lendo