Picape Tarok, se confirmada, pode ser fabricada no Brasil. Salão foi adiado para 2023

Foto da picape Volkswagen Tarok
Volkswagen Tarok

Picape Tarok, se confirmada, pode ser fabricada no Brasil

Desde a apresentação no Salão do Automóvel de São Paulo, de 2018, como veículo conceito a picape intermediária com nome provisório Tarok vem sendo cogitada para produção na fábrica argentina de Gal. Pacheco. Suas dimensões são praticamente iguais às da Toro. No entanto, a viabilidade econômica, mercadológica e industrial precisa de comprovação e essa equação está bem difícil de fechar.

O argentino Pablo Di Si, presidente da VW América Latina, colocou um ponto final em entrevista ao site Motor 1 Argentina: “É um projeto lindo, mas fabricá-lo hoje na Argentina é impossível. No Brasil, pode ser.”

Di Si informou ainda que a Amarok, com as devidas atualizações, terá ainda mais 10 anos de produção na fábrica do país vizinho. A nova geração da picape média só será produzida na África do Sul e não há previsão de importação.

Picape Volkswagen Tarok
Picape Volkswagen Tarok

Picapes estão entre os segmentos que vêm crescendo de forma acelerada entre outras razões por terem maior valor agregado e proporcionar margens mais generosas para as fabricantes. No primeiro trimestre deste ano elas representaram 17% das vendas totais de automóveis e comerciais leves, percentual acima da média histórica.

A nova Montana, que será lançada em 2023, terá porte semelhante ao da Oroch. Será, portanto, a segunda verdadeira picape intermediária posicionada entre Strada e Saveiro e as versões de menor preço da Toro, as três de construção monobloco.

Volkswagen Tarok
Picape Tarok

Entre as picapes de grande porte, além das confirmadas F-150 e Silverado, a Jeep anunciou a importação da Gladiator 4×4 que tem origem no Wrangler, mas é muito maior do que o utilitário: 5,54 m de comprimento e entre-eixos de 3,49 m. São dimensões entre uma média tradicional (Hilux, Ranger ou S10) e a Ram 1500.

A Stellantis informou que o lançamento será “em breve”. Terá portas e teto removíveis, para-brisa rebatível e câmera frontal para facilitar o uso fora de estrada.

Anfavea e RX adiam SP Motor Experience

Dois sinais em direções diferentes refletem a situação do mercado automobilístico em 2022. A Anfavea mostrou otimismo ao divulgar os principais indicadores de abril (vendas, produção e exportação), mas adiou para 2023 a realização do festival SP Motor Experience em comum-acordo com a empresa organizadora RX. Este evento no autódromo de Interlagos previsto para 6 a 14 de agosto próximos substituiria o tradicional Salão do Automóvel.

No mês passado a venda média diária foi de 7.750 unidades, a melhor desde dezembro de 2021, mas o acumulado no primeiro quadrimestre de 2022 aponta uma queda forte de 21,4% em relação ao mesmo período de 2021, quando a crise de fornecimento de semicondutores não estava tão aguda.

Reverter este quadro até dezembro para um crescimento estimado em 8% sobre 2021 parece difícil, mas as previsões só serão revistas em julho. Este ano começou muito fraco com fábricas paradas por falta de componentes. De 1º a 8 de maio houve recuperação: média de 8.400 unidades/dia entre veículos leves e pesados contra 6.000 em janeiro. Porém o ritmo terá que ser bem mais acelerado nos próximos meses para que 2022 não termine estagnado.

Márcio Leite, novo presidente da Anfavea, disse ter iniciado diálogo com o Governo Federal sobre IPI e reforma tributária, mas sem “cobrar” por que automóveis e SUVs ficaram de fora da segunda rodada de redução do IPI.

Fábrica Caoa Chery em Jacareí (SP) não deve reabrir

O fechamento “temporário” até 2025 da unidade fabril dimensionada para 150.000 unidades/ano, mas que no ano passado produziu apenas 14.000, leva a crer que será definitivo. Tanto o dimensionamento da fábrica quanto a localização em região com intenso ativismo sindical foram alguns dos erros da chinesa Chery em 2014. Em 2017 o Grupo Caoa entrou como sócio. No entanto, os produtos mais rentáveis, os SUVs, ficaram em Anápolis (GO) onde há incentivos fiscais para desenvolver a região.

Prejuízos acumularam-se em todos os anos de funcionamento da fábrica. O aceno para 2025 certamente foi para tentar acalmar o sindicato. Não faz sentido demitir e indenizar quase 500 funcionários para recontratar daqui a três anos. A Caoa, no entanto, está desenvolvendo híbridos convencionais e plugáveis com motores a combustão flex para produção na fábrica de Anápolis, onde são produzidos os Tiggo 5x Pro, 7 Pro e TXS, 8 e a série limitada 8 Founder’s Edition.

Kwid elétrico: ágil em uso urbano

Importado da China o Kwid E-TECH cumpre bem sua proposta de carro elétrico para uso urbano. É o de menor preço hoje no mercado (R$ 142.990), porém ainda 90% mais caro que o Kwid convencional equivalente. Numa primeira avaliação, em circuito fechado, mostrou boa agilidade nas acelerações, mas a vantagem diminui à medida que a velocidade aumenta. Tem seis airbags de série.

Apesar de preservar o mesmo volume do porta-malas, o peso suplementar da bateria restringiu de três para dois o número de passageiros no banco traseiro, embora em um subcompacto não faça tanta diferença. O vão livre do solo parece maior do que no Kwid brasileiro, sem prejudicar o comportamento em curvas.

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